Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
“Pacotaço + tratoraço = Derrotaço”


20/02/2015
O governador Beto Richa (PSDB) amargou na semana passada uma das maiores derrotas em sua carreira política.
            Buscando resolver problemas financeiros da administração estadual, no dia 4 de fevereiro, Beto Richa enviou à Assembleia Legislativa dois projetos de lei que tratavam desde o programa para incentivar o pedido de nota fiscal até alterações no sistema previdenciário dos servidores estaduais, passando por modificações no sistema de progressão de carreira dos professores e cortes de benefícios como vale-transporte para quem não estava em sala de aula. O conjunto de medidas ficou conhecido como “pacotaço”.
Os projetos chegaram a Assembleia e passaram a tramitar em regime de urgência. O teor das mudanças e a pressa para votação geraram questionamentos de deputados da oposição e de setores do funcionalismo estadual.
Para acelerar a tramitação do pacote, a liderança do governo na Alep, apresentou requerimento para transformação do Plenário em Comissão Geral. Sem discussões pelas comissões técnicas do Legislativo. Uma manobra regimental que permitiria que as propostas pudessem ser aprovadas e encaminhadas para sanção do Poder Executivo em apenas um dia, tal medida é apelidada de “tratoraço”, pois não há discussões aprofundadas, fazendo uma alusão ao trator que consegue passar por cima de quase tudo.
O desespero é justificável. Na segunda-feira, 16, o jornal Folha de São Paulo divulgou um levantamento que mostra que 18 dos 27 governadores fecharam o ano de 2014 no vermelho. As receitas desses Estados foram insuficientes para cobrir despesas com pessoal, custeio administrativo, programas sociais e investimentos.
Infelizmente o Paraná aparece em segundo lugar na lista com um rombo de R$ 4,6 bilhões, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro que está com uma dívida de R$ 7,3 bilhões.
O estudo foi baseado em números divulgados pelos próprios Estados, pelo Tesouro Nacional e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte, Sergipe, Pará, Rondônia e Roraima, nesta ordem, fecharam 2014 com contas superavitárias. Não foram disponibilizados dados do Amapá.
Na quinta-feira, 12 de fevereiro, após os manifestantes em sua grande maioria formada por professores que estão em greve desde o dia 9, invadirem o pátio da Assembleia durante a sessão que era realizada no restaurante da Casa, o “pacotaço” foi tirado para revisão e o governo sofreu um “derrotaço”.
Em meio a toda essa confusão, o que marcou foi a imagem dos deputados paranaenses saindo de dentro de um veículo blindado do batalhão de choque da Polícia Militar, o chamado camburão, para votar projetos de interesse do governo. Tal imagem entrou para a história como uma das cenas mais bizarras da política do Paraná.
Os deputados que fizeram “jogo duplo” votando a favor do governo e depois recuando em “favor do povo”, sofrerão duras penalidades por parte dos servidores. Será impossível a exemplo dos que foram aqui votados como Felipe Francischini, Tiago Amaral, Romanelli, Tião Medeiros e Evandro Junior, não amargarem protestos por onde passarem como inimigos da educação.
Mesmo sendo massacrados, os profissionais da educação não precisaram do auxílio de um blindado, aliás, nunca vi um professor dentro de um camburão, quanto aos políticos, salvo raras exceções, deixo a livre interpretação e conclusão do leitor.    
 

“A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces”.

Aristóteles (384 a.C - 322 a.C)

Fonte: José Antônio Costa


 
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