Quinta Feira, 24 de Maio de 2018
O jogo mortal Baleia Azul


20/04/2017
A internet conectou as pessoas. Antes era necessário estar em frente a um computador, hoje, não adianta fugir, o celular vive em nossa mão. Acordamos e dormimos conectados. As redes sociais ganham a cada dia mais usuários, e se de um lado a internet aproxima, do outro ela faz nos sentir só. No entanto, o maior problema é quando através da internet, um “jogo” instiga a morte.
Desde a semana passada, o jogo mortal denominado Baleia Azul (Blue Whale) ganhou destaque na imprensa de todo o país. Uma jovem de 16 anos, de Vila Rica/MT, cometeu suicídio, além de um menino de 19 anos, de Pará de Minas/MG, ambas as mortes atribuídas ao jogo. Na Paraíba e no Rio de Janeiro já estão em andamento investigações referentes à recente popularização deste game criminoso.
Um grupo oriundo da Rússia está sendo investigado devido à suspeita de que, com seu jogo “Baleia Azul”, já teria induzido mais de 130 jovens predominantemente na Europa, a cometerem suicídio desde 2015.
Na madrugada de terça-feira, 18 de abril, Curitiba registrou cinco casos de tentativa de suicídio de adolescentes entre 13 e 15 anos. Os casos estão sendo investigados e conforme nota divulgada pela administração municipal, os adolescentes tinham sinais de ferimentos e ingestão de medicamentos.
O jogo Baleia Azul, propõe 50 desafios aos adolescentes e sugere o suicídio como última etapa. Tudo se inicia com um convite para a página privada e secreta deste grupo no Facebook, e nela um instrutor passa alguns desafios aos seus novos jogadores. A partir de então, o que parece um jogo inocente, torna-se macabro e mortal.
Dentre os desafios estão: escrever com uma navalha o nome daquele grupo na palma da mão, cortar o próprio lábio, desenhar uma baleia em seu corpo com uma faca, até chegar ao desafio final, que ordena tirar a própria vida. Fato preocupante é que, após a vítima iniciar os desafios, ela não poderá desistir, pois será ameaçada pelo administrador do grupo.
Esse jogo mortal é criminoso sob todos os aspectos legais. Para quem está do outro lado é bom ficar atento para os diversos crimes que está praticando, pois pelo ordenamento jurídico brasileiro, fica visível que há induzimento, instigação e até auxílio ao suicídio agravado pelo fato da vítima ser menor de 18 anos. É possível acrescentar aos crimes a ameaça e coação.
Infelizmente as vidas perdidas por um jogo demonstra em partes a sociedade que estamos vivendo. Na grande maioria das famílias, falta atenção, carinho e tempo de qualidade entre pais e filhos. Os medos que as mães tinham no passado com os filhos, traduzidos por frases de alerta como: - cuidado na rua ao atravessar, - na piscina não vá a parte funda, - devagar com essa bicicleta, dentre outros. Hoje, o medo está dentro de casa, no silêncio do quarto, na solidão de um adolescente e seu celular conectado a internet.
Engraçado é que na Bíblia existe o relato de um homem desobediente chamado Jonas que foi salvo ao ser jogado no mar e permaneceu três dias no ventre de um grande peixe (alguns dizem que poderia ser uma baleia, porém não há comprovação bíblica para tal afirmação). A grande mensagem, principalmente aos que acreditam em Deus, é que Ele é o autor e consumador da vida e nenhuma “baleia azul virtual” tem poder para tirá-la.
 
“O Senhor fez que ali se encontrasse um grande peixe para engolir Jonas, e este esteve três dias e três noites no ventre do peixe”. Jonas 1:17 - Bíblia Sagrada

Fonte: José Antônio Costa

 
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