Segunda Feira, 24 de Setembro de 2018
Redução das áreas naturais


09/06/2017
Foi comemorado na segunda-feira, 05 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente, a data é celebrada desde 1972.
Os ambientalistas brasileiros não tiveram nenhum motivo aparente para comemorar a data. O setor critica a recém-aprovada Medida Provisória – MP 756/2016.
A MP, ao lado de outras alterações, reduz em 37% a Floresta Nacional do Jamanxim (PA) e transformou o território excluído em APA (Área de Proteção Ambiental), que tem menos proteção do que uma floresta nacional.
A proposta já passou pelo Congresso e espera apenas a sanção do presidente Michel Temer (PMDB), mas os ambientalistas querem, sem muita esperança, já que foi o próprio Executivo quem editou a medida, que ela seja vetada ao menos em parte, já que atinge uma região que é alvo de desmatamento há anos, segundo a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.
Em 2014, a Fundação criou a Rede de Especialistas de Conservação da Natureza, uma equipe que propaga posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. Para aproximar o tema da população, em especial a das áreas urbanas, a rede divulga 10 impactos do desmatamento no conjunto da sociedade brasileira.
Dentre os 10 impactos, o primeiro deles é que na Amazônia se formam os ‘rios aéreos’, massas de ar carregadas de vapor d’água. A umidade vai em direção ao centro oeste, sudeste e sul do Brasil. Estudos mostram que a segurança hídrica nacional depende da Amazônia.
Outro item da pauta é que por cerca de 10 anos, o desmatamento na Amazônia teve quedas seguidas e oscilou entre 5 e 6 mil km2/ ano até 2015, pela medição do INPE. Pelo indicador porém, o índice de 2016 foi de quase 8 mil km2, um precedente para novos aumentos.
Além de insistir que a destruição da Floresta Amazônica desregula o clima e as chuvas do país inteiro, os ambientalistas chamam a atenção para consequências já frequentes no noticiário atual, como os conflitos no campo. E também ressaltam benefícios pouco comentados, como a geração de empregos.
“As atividades ‘verdes’ tendem a ser mais intensivas em mão de obra e em produtos manufaturados com maior conteúdo de inovação”, diz Carlos Eduardo Young, economista e membro da rede.
Para o grupo, houve recentemente uma reversão nas quedas anuais no desmatamento que marcaram os últimos 15 anos, o que preocupa tanto a curto como a longo prazo.
O estudo ainda retrata temas como a pecuária, aquecimento, saúde pública, empregos e violência rural. Esse último ficou comprovado por dados coletados em 2014 que nos municípios onde há mais desmatamento, a taxa de homicídios é maior. O motivo são os conflitos entre grileiros que ocupam as terras ilegalmente e posseiros, ou até mesmo com habitantes de áreas protegidas.
Há muito tempo acompanho as questões ambientais. A “Casa comum”, tema da campanha da fraternidade de 2016, não tem sido bem cuidada como deveria. Algumas pessoas ainda tem dificuldade de entender que o crime ambiental é um delito como qualquer outro.



“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”.

Amos 5:24 – Bíblia Sagrada

Fonte: José Antônio Costa


 
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