Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
Respeite a opinião alheia!


21/09/2018

As últimas semanas foram agitadas no meio político. Infelizmente a tendência é piorar até a realização do primeiro turno, no dia 07 de outubro.
O resumo dos fatos aponta que Bolsonaro (PSL) levou uma facada às vésperas da Independência do Brasil, na quinta-feira (06) e continua hospitalizado. O ex-governador Beto Richa (PSDB), candidato ao senado pelo Paraná foi preso na terça-feira, (11) durante a Operação Radiopatrulha do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), ligado ao Ministério Público do Paraná. Lula (PT) não conseguiu viabilizar sua candidatura, sendo obrigado a escalar Haddad (PT) como substituto.
Mas as coisas não param por aí. O General da reserva Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa de Bolsonaro afirmou na segunda-feira, (17) que o Brasil vive uma crise de valores e que famílias desestruturadas levam ao surgimento de “elementos desajustados”. Na opinião dele, “família sem pai ou avô é fábrica de elementos desajustados”.
Mourão foi indicado para ser vice pelo presidente nacional do PRTB, o também polêmico Levy Fidelix (PRTB-SP) que em 2014, durante o debate presidencial na Rede Record afirmou: “aparelho excretor não reproduz”. A declaração foi considerada homofóbica e lhe rendeu uma condenação no valor de R$ 25 mil.
Os bastidores da política nacional estão fervilhando. Pesquisas indicam a liderança de Bolsonaro (PSL), o crescimento de Haddad (PT), a queda de Marina (REDE), Ciro (PDT) estagnou, Alckmin (PSDB) não consegue deslanchar, os demais candidatos mantém os mesmos percentuais anteriormente apresentados. Porém, o que me incomoda mesmo é a falta de respeito que as pessoas têm com a opinião alheia.
O debate que deveria expor opiniões divergentes é levado com frequência para o lado pessoal. Atrás do computador ou smartphone (celular), as pessoas se comportam de forma mais corajosa para emitirem suas ideias e opiniões.
Enxergo as manifestações como uma forma de demonstrar o descontentamento da população que está atenta e disposta a lutar por uma nação mais justa e honesta. O país vive um momento histórico que mistura crise política, insegurança econômica e desorientação de grande parte dos eleitores quanto ao futuro.
Sustento a estranha tese que o excesso de tecnologia tem afastado as pessoas. Embora os recursos tecnológicos existam para facilitar a comunicação, os seres humanos perderam a capacidade de dialogar, as pessoas não mais respeitam a opinião dos outros e isso é comprovado em comentários ácidos e agressivos.
Seres humanos, dotados de inteligência e abençoados com a visão, fala, audição deixam se levar pelo calor das emoções e ofendem amigos nas redes sociais, tratam mal familiares, xingam vizinhos, ofendem colegas de trabalho pelo simples fato da opinião do outro ser divergente da dele.
A favor ou contra, direita ou esquerda, coxinha ou mortadela, cada um tem o direito de manifestar o seu descontentamento, desde que não gere ódio. Pense sempre que para alguns políticos a vida pública é realmente uma vidraça que caso seja acertada por uma pedra os estilhaços atingirão todos os lados.
O momento atual não é de acirrar ânimos. Vejo com tristeza que somos brasileiros, irmãos da mesma nação e estamos divididos e rotulados por “direita e esquerda”. A situação exige o exercício do diálogo à exaustão. Discordar é válido. Isso é básico numa democracia e faz com que as diferenças promovam o crescimento.
Diante disso, nestes dias que antecedem as votações do primeiro turno, quando a família estiver reunida não estrague o momento junto às pessoas amadas com assuntos que nada acrescentam. Mostre seu ponto de vista, mas esteja aberto a ouvir críticas e elogios, e reflita que a sua experiência pode ser diferente da experiência e do momento do outro. Não gaste tempo discutindo pessoas e bandeiras partidárias, pois em política antigos inimigos se tornam grandes aliados da noite para o dia.

Fonte: José Antônio Costa


 
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