Sábado, 23 de Junho de 2018
Setor de serviços cai 0,8% em julho, primeira queda desde março


13/09/2017

A queda vem após crescimento de 1,3% em junho e de 0,3% em maio.


 

O volume do setor de serviços do país caiu 0,8% em julho frente a junho na série com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira (13) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a primeira queda desde março, quando o recuo foi de 2,3%. A queda vem após crescimento de 1,3% em junho, de 0,3% em maio e de 1,1% em abril.



De acordo com o analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Roberto Saldanha, o setor de serviços vinha crescendo desde outubro do ano passado. O resultado de março interrompeu a trajetória de crescimento, que foi retomada em abril, mas voltou a cair em julho.



No acumulado de 12 meses, o volume do setor de serviços caiu 4,6%. Já de janeiro a julho, a queda é de 4%. Em relação a julho de 2016, o recuo é de 3,2%. Todas essas séries são sem ajuste sazonal.

 



Segmentos



 


O segmento de serviços prestados às famílias (hotéis, restaurantes, atividades esportivas e outros) foi o único a crescer (0,9%) em julho frente ao mês anterior.



Roberto Saldanha apontou que a melhora das condições do mercado de trabalho, associadas à liberação das contas inativas do FGTS foram os principais fatores de influência nesse desempenho.

 


“Julho foi o último mês para saque das contas inativas do FGTS, portanto, podemos considerar que a melhora na renda das famílias contribuiu para o aumento no consumo de serviços”, disse.



“Além, é claro, da estabilização dos preços. Isso está fazendo, por exemplo, com que as pessoas consumam mais fora de casa. Vale lembrar também que julho foi um mês de férias, então, houve maior consumo de serviços como hotelaria e alimentação”, completou.



Saldanha destacou que o segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares, que teve queda de 2%, foi o principal responsável pela queda total do setor.



Segundo o economista, “esta foi uma queda pontual”, mas ainda assim não há indícios de recuperação do setor de serviços no país.



“Para ocorrer essa recuperação tem-se que verificar um crescimento mais robusto da indústria. Só o setor industrial pode alavancar os serviços, além do setor público por meio de suas contratações – entenda como terceirização”, ressaltou Saldanha.



Já as atividades turísticas tiveram queda de 2,1% em relação a junho, e de 5% na comparação a julho de 2016. Apesar de julho ser um período de férias escolares, o que estimularia as viagens e as hospedagens no país, Saldanha ressaltou que “esse segmento está com um histórico predominantemente negativo, entre outros motivos, por causa da inflação no preço das passagens aéreas em julho”.



Saldanha ponderou que esse segmento engloba, além da hotelaria e outros serviços turísticos, o setor de transporte, as agências de viagens, locadoras de veículos, entre outros. “O transporte aéreo foi o que puxou para baixo esse resultado”, afirmou.



Veja o desempenho dos segmentos analisados, de junho para julho:



 


  • Serviços prestados às famílias: 0,9%

  • Serviços de informação e comunicação: -0,8%

  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: -2%

  • Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio: -0,9%

  • Outros serviços: -2,8%

  • Atividades turísticas: -2,1%


 


Receita



 


A receita nominal em julho, na série com ajuste sazonal, ficou praticamente estável (-0,1%). Na comparação com julho de 2016, a variação foi de 1,9%. A taxa acumulada no ano ficou em 1,7% e a dos 12 meses, em 0,7%.



 


Por regiões



 


Os resultados regionais do setor de serviços em relação a junho apresentaram alta em Rondônia (2%), Mato Grosso do Sul (0,8%), Amazonas (0,8%), Goiás (0,7%) e Rio Grande do Norte (0,7%). As retrações ocorreram em Mato Grosso (-7%), Espírito Santo (-6%) e Tocantins (-5,3%).



Na comparação com julho de 2016, Paraná (7,1%), Amazonas (5,6%) e Mato Grosso (5,3%) registraram alta, enquanto Roraima (-17,0%), Tocantins (-14,7%), Distrito Federal (14,7%) e Maranhão (-11,6%) tiveram queda.

 






Fonte: g1.globo.com

 
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