Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
Sétima Arte


22/01/2016
Essa semana temos três estreias, uma de peso, com indicações ao Oscar e que rendeu um Globo de Ouro para Jennifer Lawrence, uma popular, que promete abrir as portas para uma nova franquia adolescente, e uma nacional.
A primeira é Joy: O Nome do Sucesso, um filme que vai atrair as atenções de quem está mais antenado ao mundo do cinema e que considera as premiações como um bom termômetro de qualidade (eu sou um pouco mais cético nesse quesito, pois, a meu ver, a Academia e as Associações de Hollywood acabam premiando, muitas vezes, quem não merece).
Eu, particularmente, não gosto da insistência de alguns diretores em um único ator ou atriz (acredite, muitos elegem seus preferidos e trabalham apenas com eles), mas parece que David O. Russel, o diretor de Joy: O Nome do Sucesso, pensa bem diferente de mim, pois ele vem insistindo exaustivamente na dupla Jennifer Lawrence e Bradley Cooper, após a surpresa de o Lado Bom da Vida (2013), ele repetiu os dois astros do elenco de Trapaça (2014) no ano seguinte e agora, mais uma vez, traz os dois de volta em seu  mais novo filme. 
Há quem diga que Lawrence não seria a atriz mais indicada para o filme, pois é jovem demais para representar um personagem que tem bases na vida real. Mesmo assim, ela foi escolhida para o papel por ser a “preferidinha” de Russel. Críticas a parte, a questão é que ela é excelente atriz, muito mais que Bradley Cooper, algo que temos percebido claramente nos últimos anos, algo que ofusca bastante o papel do mesmo e que rendeu para Jennifer Lawrence, mais uma vez, o reconhecimento do público e  da crítica.
A história narra a vida de Joy Mangano (Jennifer Lawrence), uma mulher genial desde sua infância que entrou na vida adulta conciliando a jornada de mãe solteira com a de inventora. Esse feito a alavancou ao patamar de empreendedora de maior sucesso nos Estados Unidos ao criar, produzir e distribuir um novo tipo de esfregão, muito mais prático e seguro.
Histórias reais sempre rendem bons filmes, mas infelizmente David O. Russel não conseguiu extrair tudo o que a história poderia oferecer de melhor, assim, o que sobra ao público é um filme mediano, sem nenhum tipo de inovação, mas mesmo assim, com uma boa história.
A outra estreia internacional é A Quinta Onda, do diretor britânico J. Blakeson, que investiu em levar para o cinema mais um best-seller adolescente. Essa pode ter sito uma boa jogada, já que o público alvo está, agora, órfão da franquia Jogos Vorazes que se encerrou no final do ano passado. Dessa forma, A Quinta Onda pode muito bem ser um bom substituto para os fãs de Katniss Everdeen.
A trama gira em torno da adolescente Cassie Sullivan (Chloe Grace Moretz) que precisa proteger seu irmão mais novo num planeta sob constantes ataques alienígenas. Esses ataques são feitos em ondas, sendo assim, na primeira onda de ataques, um pulso eletromagnético retirou a eletricidade do planeta. Na segunda onda, um tsunami gigantesco matou 40% da população. Na terceira onda, os pássaros passaram a transmitir um vírus que mata 97% das pessoas que resistiram aos ataques anteriores. Na quarta onda, os próprios alienígenas se infiltraram entre os humanos restantes, espalhando a dúvida entre todos. Com a proximidade iminente de uma quinta onda, que promete exterminar de vez a raça humana, a pobre Cassie precisa descobrir em quem pode confiar ou não.
Uma trama interessante, que promete prender o expectador do começo ao fim. Nas palavras da própria atriz protagonista, Chloe Grace Moretz, numa entrevista recente, o que poderá fazer a diferença para o público em A Quinta Onda é o fato da história não se passar num futuro distante e apocalíptico, como Jogos Vorazes, Divergente ou, mesmo, Mazze Runner, mas por ser ambientada no presente, tornando-se assim, por mais absurda que a ideia possa parecer, uma ameaça real.
A Quinta Onda é um filme que realmente vale a pena ser visto nesse fim de semana, talvez porque ele seja despretensioso e não esteja sob os holofotes das grandes premiações, mas principalmente porque ele é bem desenvolvido, porque a escolha de elenco foi excelente e porque o filme deixa um gostinho de quero mais no final (isso se deve ao fato do filme despejar, em um pouco mais de duas horas, um caminhão de informações sobre o público). Algo que abre as portas para uma franquia e que faz uma sequencia ser aguardada para breve. Uma dica, veja os créditos finais do filme, ficaram muito legais.
Por fim, vamos falar da estreia nacional: Reza a Lenda. O filme, que conta com o ator Cauã Reymond no elenco, está sendo vendido ao público com a promessa de ser o “Mad Max do Nordeste” (é tanta pretensão que chega a dar vergonha!) é mais um que tenta fugir da mesmice brasileira da Comédia e do Drama social, mas que não chega a lugar nenhum.
Na história, Ara, personagem de Cauã Reymond, é um homem que vive numa terra devastada e sem lei que espera ansiosamente por uma espécie de messias que traga de volta a justiça e a liberdade, para o lugar, que é assolado pelo terrível Tenório (Humberto Martins – exagerando na cara de mal). Com a ajuda de sua gangue de motoqueiros armados, Ara tentará ir contra a situação estabelecida e também contra seus dramas particulares, como, por exemplo, a relação entre ele e sua mulher ciumenta, papel de Sophie Charlotte.
O cenário e a ambientação ficaram muito bons, até a fotografia do filme é interessante, mas o roteiro é fraco e gira em torno de duas histórias muito superficiais, que não convencem o expectador, além do que, o filme ainda apresenta os personagens de forma estereotipada, algo que não agrada de jeito nenhum. Mesmo assim, muita gente vai lotar os cinemas, o que é legal, pois indica uma crescente valorização do cinema nacional e que impulsiona mais diretores a tentarem, cada vez mais, realizar filmes com outros gêneros em terras tupiniquins.

Fonte: Odailson Volpe

 
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