Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
Sétima Arte


10/02/2017
Samara está de volta! A estreia principal dessa semana é o terceiro filme da franquia de terror O Chamado, que tirou o sono de muita gente no ano de 2002, mas que caiu no esquecimento deixando uma legião de fãs a deriva.
O primeiro O Chamado fazia parte de uma tendência hollywoodiana de refilmagens de grandes filmes de terror japoneses. Os japoneses são especialistas nesse gênero e conseguem, com baixo orçamento, criar filmes excelentes por meio do suspense psicológico, sem necessariamente utilizar os subterfúgios usais de sustos bobos e efeitos especiais. Nessa época, primeira metade dos anos 2000, a ideia parecia fantástica, pois unir a criatividade japonesa com os recursos da indústria cinematográfica americana seria o casamento perfeito! Ledo engano… No final, os americanos não deram o devido respeito às obras em questão e produziram apenas cópias, muitas vezes bastantes simplistas e inferiores aos originais. Dessa forma essa tendência caiu no esquecimento.
Sobrevivente dessa onda de refilmagens americanas de filmes japoneses foi o filme em questão, O Chamado, que conquistou uma boa quantidade de fãs e se tornou um filme comercialmente bem sucedido, mesmo que sua produção tenha sido inferior à do original. Isso rendeu uma continuação em 2005 com O Chamado 2, que não inovou em nada e acabou baseando seu enredo na mesma história contada pelo filme anterior, salvo uma ou outra modificação que gerasse interesse, como, por exemplo, o caso da possessão.
Essa sensação de “mais do mesmo”, foi responsável pelo engavetamento da franquia por longos 12 anos, mas agora chega aos cinemas O Chamado 3 ou apenas Chamados (complicada essa variação de títulos – risos), numa tentativa desesperada de modernizar a história ao mesmo tempo em que precisa reinventá-la. Uma tarefa árdua e difícil de realizar, tanto que três profissionais assinam o roteiro,  Akiva Goldsman, Jacob Estes e David Loucka, de forma que aquilo que deveria ser um ponto positivo acabou se tornando um problema, pois nenhum dos três foi capaz de fugir da premissa original e, salvo a sequencia de abertura, o que sobrou foi, mais uma vez, o “mais do mesmo”, ou seja, de novo se desencadeia por meio de Samara uma sequencia de mortes sem grandes novidades.
Outro que falha magistralmente é o diretor F. Javier Gutiérrez que não consegue incutir ritmo, emoção e nem mesmo identidade visual ao filme. O trabalho de fotografia foi bastante infeliz, pois apresenta uma variação entre cenas escuras, típicas dos filmes de terror, e cenas mais claras e extramente ensolaradas, como se o filme fosse uma comédia romântica, algo muito confuso. Além disso, a falta de ritmo levou o diretor a lançar mão de algumas estratégias bastante manjadas para o gênero terror e que resultaram em sustos gratuitos e desnecessários, um desses casos é a utilização do aumento repentino da trilha sonora como recurso.
Mesmo assim, vamos à trama! Você deve se lembrar do filme amaldiçoado de Samara, que tanto gerou polêmica nos filmes anteriores, pois bem, tudo indica que ele virou um tipo de lenda urbana bastante cultuada e assim começou a circular novamente, fazendo mais vítimas.  Entre os que têm o destino alterado ao assistir o vídeo está a jovem Julia, interpretada por Matilda Lutz, e seu namorado, Holt (Alex Roe), que também se envolve com a maldição de Samara. No afã de salvá-lo, Julia tenta descobrir um meio de se libertar da maldição e de sobreviver às aparições malignas da menina, assim ela se sacrifica para salvar seu namorado e acaba fazendo uma descoberta terrível: há um "filme dentro do filme" que ninguém nunca viu antes.
Por que ver esse filme? Mesmo diante dos problemas de roteiro e direção que citei acima, o filme O Chamado 3  ainda merece ser visto no cinema, primeiro porque faz parte de uma franquia que se tornou um ícone do terror contemporâneo, segundo porque um bom fã de terror gosta mesmo é de sustos e isso ele encontrará com certeza nesse longa! Boa sessão!

Fonte: Odailson Volpe

 
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