Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
Sétima Arte - Alien: Covenant


12/05/2017
Temos blockbuster clássico chegando ao cinema esse fim de semana! Alien: Covenant estreou ontem dividindo a crítica, tal qual fez seu antecessor, Prometheus, e espalhando terror pelo universo, mais uma vez.
Desde que dirigiu seu primeiro filme com essa temática, em 1979, Ridley Scott não apenas ajudou a construir o gênero Terror Espacial, como criou uma mitologia completa em torno desse princípio, tornando-se um verdadeiro mestre nessa arte. Interessante pensar no desenvolvimento dessa franquia. Seguindo os passos iniciados por Alien: o Oitavo Passageiro, que fez história e alavancou Sigourney Weaver ao título de musa do terror espacial, tivemos Alien: O Resgate, sete anos depois, com a mesma Sigourney Weaver revivendo o papel de Ripley, mas na direção James Cameron e não mais Scott. Depois veio Alien 3, em 1992, com uma pegada diferente, nas mãos de David Fincher, indicando o que seria o tradicional fim de uma franquia bem resolvida. Mas, não satisfeitos, os estúdios investiram nessa fábrica de dinheiro, que se tornou Alien, mais uma vez e resolveram fazer um clone dois séculos depois dos acontecimentos narrados na trilogia. Assim Ripley é clonada e com ela vem uma boa quantidade de sangue Alien, isso ocorreu em Alien: A Ressurreição de 1997, sob a direção de Jean-Pierre Jeunet. Seguindo uma tendência mundial, Alien ganhou uma prequela em 2012 e Ridley Scott resolver retomar as redias de sua obra prima com Prometheus. Agora, a continuação do que vimos em Prometheus chega aos cinemas com o interessante Alien: Covenant.
Esse breve retrospecto acima, nos permite compreender os rumos e as mudanças que a franquia sofreu ao longo dos seus quase 40 anos, cada diretor imprimiu suma marca nessa história, fazendo com o que minimalismo do primeiro filme fosse substituído, hora por ação mais espetaculosa de terror, hora por um princípio mais tenso enveredando pelo caminho da sexualidade, hora simplesmente pelo retorno à sua essência, que é bem o que acontece com Alien: Covenant, filme ao qual é possível perceber muitas referências à primeira história, de 1979, até mesmo sua protagonista é construída segundo os moldes de Hellen Ripley.
Alien: Convenant, com certeza, foi feito para agradar ao público fiel a franquia e não para os críticos, bem por isso, temos críticas tão divergentes sobre esse filme! Tem o grupo que gosta da história, mas não gosta do elenco, tem o grupo que gosta do elenco, mas não gosta dos clichês, tem o grupo que entende os clichês como referência, mas que não gosta dos cenários digitais e assim segue. Uma discrepância de opiniões sobre uma boa história, fundamentada em um bom roteiro e que coloca fim em algumas lacunas perpetuadas ao longo dos filmes.
Ridley Scott não é um amador, ele sabe o que faz, bem por isso, se em Prometheus ele caminhou por um maniqueísmo quase inocente para introduzir o primeiro contato da humanidade com o Alien assassino, chamado de também de Xenomorfo, em Convenant, ele deixa isso de lado e se apega à complexidades muito maiores, permitindo ao espectador se deleitar com um pragmatismo bastante envolvente e tão comum à nossa raça, a humana.
O elenco regido por ele confirma esse fato, Michael Fassbender retorna ao seu papel de androide interpretando David/Walter, que é de longe o personagem mais interessante e bem construído da trama. Katherine Waterston, ficou com o papel de Daniels, a protagonista. Além deles o elenco ainda conta com James Franco e Danny McBride e muitos outros. Em um filme onde você tem uma tripulação ampla, conceder espaço para tantos coadjuvantes é sempre um desafio, muitos estão na trama apenas para alimentar as cenas sanguinárias de ação, mesmo assim, a presença de cada um é bastante relevante para o desenvolvimento das relações apresentadas em Alien: convenant.
Vamos à trama!  Em viagem pela galáxia, a nave colonizadora Covenant tem um objetivo claro, chegar ao planeta Origae-6, que é habitável e fica bem distante da Terra. Um acidente cósmico antes de chegar ao seu destino faz com que Walter (Michael Fassbender), o androide a bordo da espaçonave, seja obrigado a despertar os 17 tripulantes da missão. Em meio aos necessários consertos da nave, eles descobrem que nas proximidades há um planeta desconhecido que apresenta as condições necessárias para abrigar vida humana. A tripulação decide investigar o  local, considerando até mesmo a possibilidade de deixar de lado a viagem até Origae-6 e se estabelecer por lá. Só que, ao chegar, eles rapidamente descobrem que o planeta abriga seres mortais.
Por que ver esse filme? Como já comentei acima, Alien é um clássico, por isso deve ser visto no cinema com todo respeito e admiração que a obra merece. Além disso, o peso da direção também é um ótimo fator para justificar a ida ao cinema, Ridley Scott é um mestre na arte do entretenimento e consegue conduzir o expectador não somente com boas atuações e cenários deslumbrantes, mas também com a tensão das longas pausas silenciosas a que remete protagonistas e expectadores, que na maioria das vezes acabam mergulhando profundamente na história e tendo  a sensação de fazer parte da trama. Boa sessão!

Fonte: Odailson Volpe

 
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