Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
::: Duas histórias: Um só coração


19/09/2014
Parece que foi ontem... As pessoas costumam dizer que o tempo passa muito rápido. O tempo voa... Tive o privilégio de ser aluno do Colégio Coração de Jesus. Fiz a pré-escola, entre os anos de 1978 a 1980 no “Comecinho de Vida”. Da primeira a terceira série estudei na Escola Municipal Cônego Francisco Peregrino Xavier Lopes, ou simplesmente, carinhosamente chamada “Escolinha Cônego”. Aprendi o longo nome daquela instituição de ensino, pois todas as manhãs era obrigatório escrever o cabeçalho no nosso caderno de atividades. Com a mudança de nossa família para outra região da cidade aliada ao sonho de minha saudosa mãe de que seu filho estudasse no Colégio Coração de Jesus foi que, no ano de 1984 finalmente comecei a estudar no “Colégio das Irmãs”.
Não me acanho a dizer que viemos de uma família muito humilde. Recordo-me das várias vezes em que minha mãe ia até a direção da escola ‘negociar’ uma bolsa de estudos, pois a nossa condição financeira sempre fora muito difícil. Quantas vezes ela se trancava na sala da Irmã Marinês Tusset, diretora da época para achar um denominador comum para que tanto eu quanto meus dois irmãos mais novos pudéssemos prosseguir com os estudos em uma instituição séria e respeitada como era e ainda é o Colégio Coração de Jesus.
E graças a Deus, instrumentalizando as irmãs apóstolas nesta nobre missão de ensinar que tanto eu quanto meus irmãos, Márcio e Juliana, hoje, ambos empresários residindo em Curitiba conseguimos vencer esta importante etapa de nossas vidas.
As aulas, algumas de forma específica, estão bem vivas em minha memória. O gosto pela leitura veio em partes das aulas da Professora de Português Rosana Silvestre Correa. A forma como ela nos incentivava a ler e buscar na literatura o conhecimento que nos acompanharia pelo resto de nossas vidas indubitavelmente era algo fantástico. Sua paixão pela vida e obra do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) contagiava a todos. O incentivo a ler e a conseqüentemente escrever bem estava sempre presente nas aulas da professora Rosana. Quando estudamos, vamos colocando tijolinhos na construção da nossa vida, projetando, inconscientemente aquilo que seremos no futuro. Graças ao colégio, grande parte do alicerce da minha vida e dos meus estudos foi construída nestes anos. Brincavamos com o poema de Drummond quando surgia alguma dúvida: E agora José?
Como não lembrar das aulas de História do Professor Cláudio Antonio de Brito? Com sua forma didática conseguia transmitir como poucos o conhecimento com a capacidade de nos “teletransportar” para o período a ser estudado. Dia desses conversava com alguns dos meus colegas contemporâneos de turma e um deles me disse “Alex, você se lembra de como eram perfeitos os mapas que o professor Cláudio desenhava no quadro”. Aquele momento veio instantaneamente em minha mente. Também fomos conhecer “in loco’, plantada no colégio, uma árvore do pau Brasil, madeira que deu o nome ao nosso país devido sua cor avermelhada e encontrada por estas terras em abundância quando do descobrimento, em 1500. Também tive a honra de estudar com a professora Cida Pasquini, hoje Secretária da Educação do Município, que tinha a capacidade de despertar o interesse da turma pela matemática. Tantos outros mestres e momentos incríveis que sem dúvidas faltaria espaço para aqui descrever. Neste momento de júbilo, onde celebramos os 60 anos do colégio quero agradecer a Deus em primeiro lugar pela educação de qualidade que as nossas crianças e adolescentes recebem. Uno-me a todos os que fazem parte desta rica história, no resgate da memória dos pioneiros, baluartes da construção desta instituição, referência na qualidade do ensino em todo o Noroeste do Paraná.


Ex-aluno do Colégio onde estudou entre os anos de 1984 a 1988. Alex Fernandes França é Graduado em Administração de Empresas e Teologia. É diretor e colunista do Jornal Noroeste de Nova Esperança e membro da Associação dos Cronistas do Estado do Paraná.

Fonte: Alex Fernandes França

 
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