Terça Feira, 21 de Agosto de 2018
::: “Que atire a primeira pedra...”


03/10/2014
Estamos chegando ao término de mais uma campanha eleitoral. No próximo domingo, 05 de outubro, teremos a oportunidade de eleger nossos representantes para os próximos anos. Vamos votar em deputados estadual e federal, senador, Governador e Presidente da Republica. O momento é de reflexão. Nunca na história do Brasil a classe política gozou de tanto descrédito da população que está tremendamente indignada com a roubalheira e desmandos. Escândalos após escândalos levam o país à bancarrota e a população é quem paga a caríssima conta de tanta roubalheira. Nosso país é conhecido como sendo o país da impunidade. O ex General e político Frances e um dos comandantes aliados na 2ª Guerra Mundial, Charles de Gaulle (1890-1970) Charles de Gaulle afirmou certa vez que “o Brasil não é um País sério”. Sabias palavras. Em outros tempos sentiria o meu brio ferido e talvez me voltasse contra a manifestação do autor da referida frase. Sábio de Gaulle. Predisse que não éramos sérios, mas mal sabia ele que talvez o pouco de seriedade que ainda restasse se perdesse após pouco mais de meia década.
Além de não sermos um país sério, agimos com falsa moralidade. Diz-se que a sociedade é intolerante com as minorias, mas o que dizer quando as ditas minorias querem que os direitos, baseado na afirmação do princípio democrático de Auguste Comte (1798-1857) de que todos devem se submeter à vontade da maioria? Creio que devemos viver em uma sociedade harmônica, onde todos se amem e se respeitem, mesmo que isto beire a utopia, mas sobrepujar direitos e deturpar valores isso não dá para aceitar.
Julgo intolerante uma palavra forte demais. Hitler (1889-1945) era intolerante com os judeus, que usou suas idéias anti-semitas para destilar o ódio contra a humanidade. O que os alemães nunca aceitaram foram as cláusulas do Tratado de Versalhes (1919), em que uma série de sanções foram impostas à nação, derrotada, juntamente com o Império austro-húngaro por ocasião da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), onde foram onerados e obrigados a arcar com os gastos dos países aliados, tendo que indenizá-los. Também perderam mais de 13% de território e 10% de sua população, na região da Alsácia-Lorena que ficou no domínio francês, além da perda de exército e outras sanções. O pano de fundo foi os judeus, onde mais de 6 milhões foram mortos pela tirania do eixo do mal. Outro dia acompanhei o debate na Rede Record de Televisão onde o candidato do PRTB à presidência Levy Fidelix foi questionado pela candidata do PSOL Luciana Genro, do PSOL, sobre o casamento gay. A sociedade espera que as pessoas traiam suas convicções, independentemente de ser sincero ou não. Por expressar o que pensa, Fidelix está sendo execrado por parte da opinião pública. Até a OAB entrou com uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar cassação do registro da candidatura de Fidelix, além de pedir um direito de resposta pelas declarações do candidato. Gente que age norteado pela esfera da falsa moralidade espera eventuais deslizes para cobrar. Para parte da mídia e das entidades de direitos humanos é preferível ouvir mentiras a ser fiel ao pensamento. Independentemente de concordar ou não com as afirmações do candidato, vejo que ele foi questionado e se manifestou, democraticamente, contrariamente ao tema. Era a sua opinião e isto em si é um ponto pacífico, de foro intimo.
Voltaire (1694-1778) mesmo dizia que “posso não concordar com o que dizes, mas defenderei seu direito de expressá-lo”. Não farei juízo de razão, mas de fato não somos um país sério, pois o mesmo que questiona, já está com as pedras às mãos para atirá-las. O que não podemos é incitar o ódio contra as pessoas independentemente de cor, raça ou credo.
Jesus Cristo mesmo nos ensinou a lição do amor. Podemos ou não concordar com práticas ou atitudes, mas devemos nos amar e respeitar. O contraditório é parte integrante da nossa sociedade. A recíproca vale também para Fidelyx. Não devemos pedir que os outros façam aquilo que nós mesmos não estamos dispostos a fazer. Na Bíblia Sagrada, no livro de 1º Coríntios 13 , escrito pelo Apóstolo Paulo diz: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine”. O amor e respeito devem nortear a vida do cristão. Os ensinamentos explícitos nos dizem que o principal dom é o amor. Concordar com este ou aquele já entra no campo das ideologias. O pai ama o filho e vice versa, mesmo que não concordem em tudo. Mas espero que as nossas semelhanças que nos atraiam sejam maiores que as diferenças que nos repelem. Precisamos parar com falsos moralismos e encarar os temas que são importantes para nossa sociedade. Picuinhas ideológicas não levam a nada. O debate sadio sim nos evolui. Domingo temos a nova oportunidade de exercer nossa cidadania e escolher nossos representantes. O País vive uma crise de identidade política, onde o povo perdeu as esperanças de encontrar gente séria e honesta que os represente. Mesmo assim não podemos esmorecer nem desanimar. Mesmo que não concordemos, temos o direito e o dever cívico de nos manifestar.

Fonte: Alex Fernandes França

 
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