Terça Feira, 23 de Outubro de 2018
::: EDITORIAL - UM EVENTO QUE VEIO PARA FICAR...


09/10/2009

O Centro de Eventos de Nova Esperança foi palco, no último final de semana, 02, 03 e 04 de outubro de um acontecimento inédito em Nova Esperança e região. Trata-se do Festival de Artes dos Tabernáculos.
Música dança e teatro: Artes a serviço da formação de um novo conceito na organização e elaboração de eventos.
A arte constantemente abre portas para um caminho onde o impossível não existe. Trabalhar a arte dá possibilidades de improvisar, transformar, ir além da superficialidade, entrelaçar os conhecimentos, em suma, entrar no terreno criativo da condição humana.
Esta manifestação cultural confere ao Festival de Artes uma importância que vai além do que muitos imaginam ser, pois é produto íntimo da formação humana.
O sujeito percebe a sensibilidade da humanidade quando tem a arte como algo significativo em sua educação e mais do que isso, na sua formação, seja esta de caráter educacional, cultural e até por não se dizer, espiritual.
Considerada muitas vezes como privilégio de uma elite, os organizadores do Festival de Artes dos Tabernáculos bem como todos os parceiros envolvidos promoveram uma verdadeira democratização das artes, levando o evento a um espaço público e seu acesso de caráter gratuito, o que sobremaneira contribuiu para que nos 03 dias, o público fosse recorde, superando até mesmo as expectativas mais otimistas.
Caravanas de diversas cidades se formaram e migraram para Nova Esperança, fortalecendo ainda mais a condição de cidade pólo de sua micro região.
O Festival de Artes não é e não deve ser visto como domínio de um ou outro segmento religioso. É um evento de toda a cidade.
Apesar de sua primeira edição em espaço aberto (nos anos anteriores fora realizado em salões fechados) o Festival deu mostras de interagir de forma marcante na vida da comunidade local, tanto é que a administração municipal, sabiamente, incluiu o evento no Calendário Oficial de Eventos do Município.
Como as artes dos tabernáculos remete a um período de profunda introspecção e profundo enlevo espiritual, outro fato que merece registro é o de que, apesar da aglomeração de milhares de pessoas, não houve quaisquer depredações ao patrimônio público, tão comum em eventos onde as motivações dos que para ali convergem são inúmeras.
Tomando o evento como base, sobre a questão do vandalismo ou não vandalismo, mesmo com a confluência de fatores (sociais, psíquicos e outros), o problema da depredação do espaço público está vinculado a sociedade, e a forma com que ela estimula determinadas atitudes é decisiva para entender os comportamentos que vão na contra-mão das leis. Será este um novo modelo que precisa ser adotado, onde os prejuízos ao erário (dinheiro disponível à administração pública) foi zero?
Um outro fator que chamou a atenção foi a estrutura do evento. Som, palco, iluminação nunca antes vistos em eventos no município.
O profissionalismo e competência dos envolvidos encheram os olhos dos que passaram pela festa.
A apresentação do musical “Redentor - A maior história de amor da Terra”, que contou a história da vida de Cristo desde o nascimento até a ressurreição, apresentado de uma forma totalmente inovadora por uma grande equipe de artistas, bailarinos, músicos e cantores, foi o ápice da festa. Como popularmente dizem “fechou com chave de ouro”, deixando no ar a expectativa de que a 2ª edição do evento será ainda mais grandiosa.

“Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte, para ver a alma”.
George B. Shaw


Fonte: ALEX FERNANDES FRANÇA - alexnoroeste@hotmail.com

 
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