Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
::: Vizinho Solidário: Muito mais do que simplesmente cuidar da vida alheia


05/12/2014
Chamou bastante a atenção uma matéria publicada na edição passada deste periódico, dando conta do lançamento da Campanha Vizinho Solidário. Como se sabe, a violência não é somente “privilégio” das grandes cidades. Infelizmente, os roubos a residências estão acontecendo em cidades de menor porte, a exemplo de Nova Esperança, cuja população é de 28.983 habitantes , segundo o último senso do IBGE realizado em 2011.
         O aumento de jovens e adultos infratores se deu principalmente por causa do aumento do tráfico e consumo de drogas. Estima-se que 2/3 ou seja, 66,66% da população carcerária da delegacia de polícia da cidade respondem pelos crimes de tráfico de drogas e outros delitos dele decorrentes. Algumas cidades do país apresentam um percentual de mortandade proveniente de atos de violência que equivale aos do Iraque, país em constante guerra.
O Brasil responde por 10% de todos os homicídios praticados no mundo, segundo dados de um estudo realizado a pedido do governo suíço, divulgado no ano de 2008, em Genebra.
         Numa época em que todos querem ter a sua privacidade respeitada, dizer que um vizinho cuida da vida alheia não seria legal, mas quando se trata de uma nobre causa, com enfoque na solidariedade cuja reciprocidade deverá ocorrer, o ganho  com certeza será  da coletividade e quem sairá perdendo serão os marginais, que se aproveitam de um pequeno descuido do dono da casa para, como um gatuno, invadir o quintal, adentrando no recinto para subtrair algo.
         Para o sucesso do Programa Vizinho Solidário, que será lançado na próxima terça-feira (09) no Salão Paroquial da cidade é importante os vizinhos conversarem entre sim, mantendo uma relação de amizade, cordialidade e de vigilância a qualquer movimentação suspeita nas áreas adjacentes.
         No período das férias é bastante comum as pessoas viajarem. É aí que mora o perigo, pois muitos saem na surdina e não avisam as pessoas mais próximas. Com a garagem vazia, acúmulo de jornais e revistas , contas de água e luz e a sujeira se avolumando na frente da casa, é perceptível que não há ninguém no local, ficando fácil a ação dos gatunos que não desaceleram na observação da propriedade alheia e, na primeira oportunidade,a vançam para o interior da casa, tendo tempo suficiente para roubar o que bem entender.
          Como sociedade, precisamos nos organizar, integrando-nos como moradores, com vistas a garantir a tranquilidade e segurança. Mas isto apenas não basta, é preciso ser pró-ativo e a qualquer evento estranho, crítico, chamar os órgãos de segurança competentes (Polícia Militar, Disk Denuncia ou Corpo de Bombeiros).
         O vizinho solidário é um programa de êxito nos municípios em que a população abraçou a ideia. A população também pode ajudar da forma que cada um instale câmeras de vigilância, coloque cercas elétricas e arames farpados em rolos grossos, tudo com o propósito de melhorar a qualidade de vida do bairro onde mora. O Programa é  composto por uma célula com 3 vizinhos , os quais firmam compromisso entre si de mútua ajuda, tais como, um cuidar da casa do outro, informar aos membros de sua célula quando de longas ausências , manter um relacionamento mais estreito, ligar e receber ligação a qualquer hora do dia ou da noite em caso de situações de risco e outros procedimentos necessários. A Coordenadoria do Conselho de Segurança Estadual dá o seguinte exemplo: Imaginem a seguinte situação: Um pequeno cachorro de estimação, (o Totó) foge sem ser visto. O dono é um membro do Vizinho Solidário, então liga para os membros de sua célula e para o membro da outra célula, iniciando então uma reação em cadeia que se dissemina pelo bairro. Neste caso as chances do totó ser encontrado são muito maiores. Pensemos nisto. Se conhecermos nossos vizinhos saberemos com quem andamos.
 

 “O mundo não está ameaçado pelas más pessoas, mas sim por aqueles que permitem a maldade”. Albert Einstein (1879-1955)

Fonte: Allex Fernandes França


 
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