Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
::: Aprendendo com as estações do ano


26/12/2014
 
         O ano de 2014 praticamente está no seu término. Estamos na véspera do Natal e logo o novo ano chegará. Planos, projetos, desejos, anseios e expectativas, criados para este ano poderão (ou não) se concretizar.
         O ser humano, naturalmente se renova a cada ciclo. Deus, o único e supremo criador do universo assim fez.
As estações do ano são quatro. Primavera, Verão, Outono e Inverno. Talvez o próprio Pai Celestial quisesse instrumentalizar estes ciclos para nos aplicar algum ensinamento a nós. Que tal dizer que quando o vento frio e as intempéries da vida nos assolam, é hora de se desprender das folhagens antigas e começar tudo novamente, revitalizado e com mais firmeza e robustez? O outono nos ensina isso...
         No inverno, a certeza de  que o frio chegará. O dia mal baterá à nossa porta, mas o que importa é resistir e superar. Cobrir-nos com as vestes necessárias que nos aconcheguem e protejam, quando o vento forte e gélido bater, estaremos seguros nas mãos de Deus.
O verão: sol causticante, tempo seco e que sugere aridez. Talvez em alguma fase da vida nos encontremos em um tempo de sequidão espiritual, cujo deserto que atravessamos parece nunca ter fim. Mas do outro lado algo bom nos aguarda.
Cada um espera sempre por uma terra prometida, a exemplo do que ocorrera aos judeus, que peregrinaram por 40 anos no deserto, em uma viagem que duraria no máximo 40 dias. Êxodo 16.35 assim nos diz: “E comeram os filhos de Israel maná quarenta anos, até que entraram em terra habitada; comeram maná até que chegaram aos termos da terra de Canaã. Interessante notar que mesmo em tempo de deserto, a presença e a provisão de Deus nunca se apartaram do seu povo. O maná (pão, alimento) era a expressão do amor e cuidado do Pai para com seus filhos e era dado diariamente, pois se fosse guardado para o dia seguinte, estragaria e para nada mais serviria.
         Ao reportar a esta importante passagem bíblica noto que se não tivermos uma ampla e firme determinação em viver na dependência absoluta no nosso Criador, pereceremos e não comeremos o melhor desta terra.
         Enfim chega a primavera. Estação de encanto e magia. Chega o instante de aprender com as flores que nos brindam com sua beleza e sem cerimônias, se abrem para nos dizer que necessário é  fortalecer novos vínculos de amizade e esperança. Que aprendamos com elas. Tiremos de nossa face a expressão sisuda que impede o nosso viver em plenitude. Vamos sim, cultivar neste novo tempo, novos e salutares relacionamentos e que todos vejam em nós a expressão maior do amor do Pai.
         É impossível viver apenas uma estação no ano. As quatro se interagem e a fase de uma gera um desdobramento maior e positivo para a subsequente. Afirmo categoricamente que as lutas de ontem trouxeram algum ensino e nos tornaram mais fortes para enfrentar as várias estações que ainda virão.
A escritora brasileira Mychele Magalhães Velloso muito bem define a vida com a seguinte frase: ”A vida é uma casa de passagem, um efêmero ciclo, onde cada segundo, ornamenta as estações. E que cada ser, saiba chegar, ver, aprender, crer, crescer, amar, querer, ousar, conquistar e regressar”.
Quantas pessoas simplesmente “murcharam” como as flores e não se reciclaram com o ciclo seguinte porque carregam dentro de si raiz de amargura, causada pela falta de perdoar alguém que as feriram? Estão levando para a próxima estação algo que já deveria estar enterrado nas catacumbas do passado.
Relacionamentos quebrados, vínculos desfeitos, corações dilacerados...
Comparo a nossa vida a alguém que carrega uma mochila e nesta estrada vai colocando alguns pesos desnecessários e que vão minando as forças, impedindo de chegar mais longe e com mais vigor e plenitude.
O fim de ano sempre é uma época propícia a uma autoanálise e momento de efetuar o balanço do que estamos fazendo com a vida, presente dado por Deus.
Que neste momento de pausa, não sejamos egoístas em pensar apenas em comer e se esbaldar. Tudo isso é bacana sim. Rever familiares que há tempos não encontrávamos. Unir a família em volta da mesa. Dar boas gargalhadas, brincar e celebrar a vida. Que reflitamos no verdadeiro e único sentido do Natal. O nascimento do Salvador e Senhor Jesus Cristo. Não que seja esta a data correta. Estudiosos discordam que Ele tenha nascido em dezembro. Assim afirmam: “Podemos calcular a data aproximada do nascimento de Jesus fazendo uma contagem regressiva a partir de sua morte. Ele morreu durante a Páscoa judaica, em 14 de nisã da primavera * de 33 EC. (João 19:14-16) Jesus tinha cerca de 30 anos no início de seu ministério. Assim, visto que seu ministério durou três anos e meio, podemos dizer que Jesus nasceu no início do outono do ano 2 . — Lucas 3:23”.
O fato principal é que Ele nasceu. Aqui viveu e deu sua vida em prol da humanidade. A figura comercial do Papai Noel não pode sobrepujar o verdadeiro sentido do Natal.
A pergunta: Jesus Cristo já nasceu em seu coração? Se assim for, permita aprender com cada ciclo da vida, entendendo que a soberania das estações que iremos passar na vida pertence a Ele, para a glória de Deus!

Fonte: Allex Fernandes

 
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