Terça Feira, 21 de Agosto de 2018
::: Editorial 2015: O ano da articulação política municipal


09/01/2015
O velho ditado diz que o ano só começa depois do Carnaval. E talvez comece após essa data mesmo. Parece que foi ontem que os prefeitos e vereadores que ocupam o atual mandato tomaram posse. Já se foi metade da jornada. No que se referem aos prefeitos, os que vão à busca da reeleição deverão ser os candidatos do grupo, mas mesmo assim terão que passar pelas convenções e mais do que isso: buscar consenso, já que em dois anos, muita água rolou (e ainda vai rolar) por debaixo da ponte. 
Na nossa região, tem vice-prefeito que já rompeu com o colega cabeça de chapa e deverá compor um novo grupo ou aliar-se aos antes adversários. Como se sabe, nesta hora, os interesses quero crer “públicos” falam mais altos.
A situação política em Nova Esperança segue quieta ainda. A eleição para a presidência da Câmara tendo como vencedora Graça Bordim para muitos foi uma surpresa. E aí entra um novo contexto político: Graça ganha força dentro de seu grupo, pois diversos assuntos de interesse coletivo passam pelas mãos do legislativo e automaticamente pela Presidência daquela Casa de Leis. Hoje vejo uma dificuldade em apontar alguém no grupo do prefeito Gerson Zanusso para sucedê-lo daqui a 02 anos. Se Gerson buscar a reeleição o apoio ao seu nome deve fluir naturalmente. Muitos não acreditam que o prefeito tentará um novo mandato. Estou entre os “Tomés” da política, que só afirmam algo mesmo após ou no decorrer das convenções.
Sei que é tempo de articular os nomes dos grupos políticos que estão se formando, sejam estes oposição ou situação. A política municipal historicamente é recheada de nuances de mistérios e surpresas. O que dizer quando surgiu Gerson, que pouco era cogitado para ser candidato, e levou com folga as eleições de 2012?
Nomes ora esquecidos podem voltar, assim como outros que despontam, podem perder força com o decorrer do tempo. Em política a coisa acontece bem assim mesmo...
O Filósofo grego Aristóteles (384 a.C. 322 a.C.) escreveu uma importante obra denominada Política. Na filosofia aristotélica a Política é a ciência que tem por objeto a felicidade humana e divide-se em ética (que se preocupa com a felicidade individual do homem na pólis) e na política propriamente dita (que se preocupa com a felicidade coletiva da pólis). O objetivo de Aristóteles com sua Política é justamente investigar as formas de governo e as instituições capazes de assegurar uma vida feliz ao cidadão. Por isso mesmo, a política situa-se no âmbito das ciências práticas, ou seja, as ciências que buscam o conhecimento como meio para ação. Segundo Aristóteles:
"Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda ela se forma com vistas a algum bem (o bem-comum) pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhes parece um bem; se todas as comunidades visam a isso, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este objetivo e visa ao mais importante de todos os bens; ela se chama cidade e é a comunidade política" (Pol., 1252a).
Infelizmente para muitos a política é o jogo do poder pelo poder e o bem comum, ou seja, a felicidade das pessoas que vivem comunitariamente é o que fica em segundo plano, pois o que mais importa é a vontade e os anseios do grupo do que o do cidadão.
Sinceramente espero que as pessoas que resolverem se lançar à política no próximo pleito e também os que pretendem se reeleger tenham como objetivo primordial o desenvolvimento da cidade e ações estejam voltadas com foco no cidadão e crescimento de todos como povo. Infelizmente a vaidade pessoal tem reinado na nossa política e o cidadão, que teria que ser o cerne da questão, fica legado a um plano inferior.
As jogadas, que são feitas para desarticular “A” ou “B” fazem parte da cultura da classe e via de regra enojam e são reprovadas por todos os concidadãos. Se temos que conviver com essa filosofia, que pelo menos redunde em benefícios coletivos e é para isso que torço. Enquanto isso vale lembrar que a metade do jogo já acabou. Estamos no intervalo e logo logo começará o segundo tempo deste emocionante jogo chamado política. Alguns jogadores já estão se auto-escalando para a partida principal em 2016, mas sem quaisquer chances. Outros, donos da bola, já estão à beira do campo esperando uma pequena brecha para entrar. Fato é que o técnico deste time é o eleitor. Uma pré-seleção já circula por aí, mas como se sabe, muitos poderão se contundir e dar lugar a outro jogador (a história está repleta de casos assim). Que comece o jogo. 
Como dizia o saudoso locutor esportivo Fiori Gigliotti (1928-2006) “abrem-se as cortinas e começa o espetáculo torcida brasileira”.


Fonte: Alex Fernandes França

 
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