Quarta Feira, 24 de Outubro de 2018
Que país é esse? Semeadura e ceifa...


20/02/2015
Diz o ditado que o ano só começa após o Carnaval e tal máxima é esperada que se confirme, pois o País vive uma fase de estagnação em sua economia e o povo brasileiro (ou pelo menos grande parte) vive perguntando o que vem pela frente. È o governo federal ajustando seus gastos e onerando o trabalhador com o aumento de produtos e serviços a exemplo da energia elétrica, combustíveis e tantos outros, decorrência do efeito dominó que se estabelece com o aumento as altas. Outrora vivemos a inflação galopante, onde preços eram reajustados sistematicamente e às vezes até várias vezes durante o mesmo dia, hoje, graças ao plano real, implantado em 1994 no Governo do mineiro  Itamar Franco (1930-2011) , cujo Ministro da Economia era Fernando Henrique Cardoso,  conseguimos segurar um pouco mais os preços. Com o dólar batendo na casa dos R$3,00 e os preços subindo, não tem como negar que a inflação voltou com força. Em 1994, R$1,00 equivalia a 1 dólar. A moeda norte-americana triplicou sua equivalência em relação à moeda tupiniquim e se o governo continuar a exercer a mesma política econômica, a previsão é que a diferença entre a nossa moeda e o dólar , ganhe caráter estratosférico.
                A corrupção no país leva para o ralo qualquer iniciativa de fortalecimento da economia. Vejamos o caso da nossa maior empresa. Dilapidada pelos malandros que alinhavaram acordos com empreiteiras poderosas em contratos e licitações bilionárias. Até o presente momento, apenas empresários aparecem nos processos. A pergunta é a seguinte: Onde estariam os políticos que operaram o esquema? Tal informação segue em segredo de justiça ou estariam eles sendo protegidos como assim fora com o chefe do maior escândalo da política nacional, que até agora permanece intacto? Nem precisa dizer o nome do referido molusco, não é mesmo caro leitor?
                Entorpecido pela cultura do Pão e Circo, nosso povo segue sendo levado pelo cabresto. Certa vez ouvi alguém dizer que o medo amarra e escraviza. Medo de perder aparentes benefícios faz com que o brasileiro mais pobre reeleja aqueles que comprovadamente minam, roubam e dilapidam o nosso capital.
                Veja só: Passamos 04 dias inertes, com a festa da carne rolando solta e o povo brasileiro é o exemplo de alegria. Pais que levam suas filhas para o carnaval e que as utilizam como moeda de troca para que os gringos venham para o nosso País em busca de turismo sexual. Uma vez a reportagem de uma grande rede de televisão brasileira mostrou como funciona o esquema. O estrangeiro vai até uma agencia de turismo no seu país e compra um pacote envolvendo orgias, drogas, hotéis luxuosos na orla marítima da cidade de sua escolha (normalmente Rio de Janeiro e São Paulo) e vem para o Brasil, com os bolsos cheios de dólares e se esbaldam com as “delícias” do Carnaval. Muito bem tratado (pois o que manda mesmo são as cifras$$$), acaba referendando o país para seus referidos compatriotas e a cada ano que passa, o Brasil se torna referência no exterior no quesito turismo sexual.
                O que dizer então de um pai de família que tira do sustento de sua família, dinheiro para comprar a sua fantasia para desfilar no último bloco de sua escola de samba? Que país é esse, minha gente?
                O tráfico de drogas e o jogo do bicho são grandes patrocinadores do Carnaval, pois quanto maior for a movimentação, mais rentável se torna seus negócios. Este é o Brasil. Falta Saneamento Básico, Educação de qualidade, Saúde, Infraestrutura e tantas outras coisas. Mas a alegria, isso o povo tem de sobra. Enganados, ludibriados, entorpecidos... Que país é esse?
                Temos um longo caminho a percorrer se quisermos almejar o primeiro mundo. Nossa condição de subdesenvolvidos cada vez mais se fortalece. Será que agora o ano começa? Educadores tendo que tomar o parlamento do Paraná em busca na manutenção de seus direitos já conquistados durante décadas? Deputados bananas correndo do povo que os colocaram na Assembleia do Paraná.  Que absurdo meu amigo leitor. Tal episódio dos professores imediatamente me fez lembrar a histórica Tomada da Bastilha (14 de julho de 1789), símbolo do absolutismo francês. O Rei Luiz XVI (1754-1793) vivia numa redoma, alheio aos anseios do povo em um país que enfrentava grave crise financeira. Deu no que deu. Perdeu seu poder e autoridade. Torço para que as coisas se ajustem. Que o equilíbrio fiscal e o crescimento econômico e social deem lugar à euforia carnavalesca. Que o temor a Deus paire sobre o coração de nossos políticos. Encerro com o versículo bíblico que está em Gálatas capítulo 6, versículo 7: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer, porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. 

Fonte: Alex Fernandes França

 
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