Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
Educação do Paraná de luto. E agora Beto?


08/05/2015
As cenas vistas na semana passada na Praça Nossa Senhora de Salete no Centro Cívico em Curitiba ganharam repercussão internacional. Decepção minha, que acreditei ser o Governo do Paraná aberto ao diálogo. Ledo engano... Beto Richa sempre utilizou em suas campanhas eleitorais que o ‘lado de lá’ tinha um candidato truculento, violento nas palavras e que elegê-lo seria uma espécie de volta à ditadura. Reconheço que adversário de Richa, Roberto Requião de Mello Silva, atualmente senador da República por nosso Estado não seja talvez um moço lá de bons modos, porém sua truculência com as palavras, exacerbada, diga-se de passagem, jamais saiu deste âmbito, principalmente no que se refere ao atendimento ao funcionalismo público e no trato e negociação com os professores.
Interessante ver os senhores deputados estaduais, extrato social do nosso povo, votando contra os interesses de milhares de trabalhadores na Educação, privando assim de acesso ao ensino, os filhos de seus eleitores. Facínoras senhores deputados que votaram a favor do Governo e contra o povo. Matam sonhos, cerceiam a busca e o acesso à Educação de qualidade, privam de remuneração e de direitos adquiridos via Previdência Estadual o funcionalismo Público, sob o manto da justificativa de que o Paraná está endividado. Creio que esteja sim, fruto da ingerência e péssima governabilidade dos mandatários maiores deste rico Estado, conhecido como celeiro do Brasil. Se nos tornamos o que somos, é graças primeiramente a Deus instrumentalizando  nossos professores, que investiram anos e recursos para serem educadores. Derrubar conquistas históricas desta laboriosa classe é um retrocesso aos tempos da ditadura, quando se determinava algo a ser cumprido sem ouvir as partes envolvidas e interessadas em determinado tema, principalmente os mais polêmicos e complexos.   Semana passada o polêmico apresentador Ricardo Boechat da Rede Bandeirantes comentou sobre o que chamou  “batalha campal” que houve durante as manifestações dos professores no Paraná e o ataque do pitbull da Polícia Militar feito ao cinegrafista da emissora  Luiz Carlos de Jesus.Rapidamente as palavras proferidas pelo renomado jornalista ganharam as mídias sociais. Boechat, âncora do jornal da Band. “Qualquer país do mundo que exiba essas imagens que nós mostramos agora é um país que tem que se sentir humilhado. A ação policial em cima de professores. Uma coisa que definitivamente não combina: a ação da polícia dando cacetada em professor. Isso não combina com absolutamente nada que se chame de civilização”, informou. A respeito do ataque do cão ao cinegrafista da Band, o apresentador comparou a inteligência do governador à do animal, que, segundo ele, se daria melhor em um “concurso de cérebros” com o político. “Outra coisa que não combina: um cão pitbull utilizado em conflitos (…) Sua mordida equivale ao peso de uma tonelada. Agora, em um concurso de cérebros, talvez o do pitbull vença comparado ao do governador do estado quando lança mão de uma PM truculenta para fazer o que fez e de cães impróprios para atuar no que atuaram”, ressaltou. As palavras utilizadas pelo saudoso poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade em seu célebre poema E agora José, serve neste momento para o nosso Governador. E agora Beto? O Estado quebrou, a Educação afundou, o ensino sucateou. E agora Beto? Professores descrentes, policiais truculentos, Educação dos inocentes comprometida. E agora Beto? O povo odiou, seu governo travou, o Paraná acabou. E agora Beto, você que agora está, com o nome queimado, está sem discurso, está sem o povo. E agora Beto? O que vai fazer? A greve voltou, a força perdeu, o povo revoltou... E agora Beto? Polícia violenta, opinião pública contrária, Governo do desgoverno. Daria aqui para prosseguir com este editorial, que aprendi a escrever, estimulado por meus mestres. Aprendi a ler senhor governador, de Marcos Rey a Júlio Verne, da Série Vaga-lume à Viagem ao Centro da Terra. Conheci personagens, do bem e do mal, mas em todas as histórias contadas, em versos e prosas, aprendi que o bem sempre vence. Davi e Golias? Ah... um grande exemplo da história da Bíblia, que aprendi com meus mestres educadores, independente de qual escola, foi na pública que cresci e desenvolvi meu dom, de ler e escrever, mas principalmente Beto, o de discernir quem é bom e serve ao povo, de quem vive na subserviência de partidos e correligionários, das amarras do poder e dos que maquinam o mal geral em busca de interesses minoritários. Gostaria que o senhor apresentasse uma substancial mudança que modificasse ou minorasse o enredo dessa história que ainda está sendo escrita. E agora Beto? O que o senhor vai fazer?
 
“Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo”. Eça de Queiroz (1845-1900)
 
Alex Fernandes França é Administrador de Empresas, Teólogo, Diretor do Jornal Noroeste e Membro da Associação dos Cronistas do Estado do Paraná

Fonte: Alex Fernandes França

 
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