Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
Cada um fazendo a sua parte em prol da Segurança Pública


19/06/2015

Não é segredo pra ninguém que a situação envolvendo a Segurança no Brasil é caótica. Cadeias e presídios superlotados, funcionários mal remunerados, déficit de pessoal e sérios problemas estruturais são apenas alguns dos problemas enfrentados. Enquanto a omissão de alguns acontece, por outro lado é louvável a conduta dos que buscam melhorias para as condições de trabalho das Polícias, lutando em prol do bem comum. Com o objetivo de levantar recursos para situações pontuais, a Associação Comercial e empresarial de Nova Esperança (ACINE), em parceria com outras entidades, encampou a campanha “Segurança Pública – eu faço a minha parte”. Como a insegurança se alastrou a própria sociedade se mostra preocupada com o problema e as entidades entendem que a segurança pública é responsabilidade de todos. Talvez você possa perguntar: O que a Acine tem a ver com isso? O que eu, na condição de cidadão, que pago impostos (e caros, diga-se de passagem) tenho a ver com isso? Talvez nenhum de nós tenha nada a ver diretamente a ver com isso e motivos não faltam para justificar tal afirmação. Vivemos num país onde a corrupção corre solta. Governos que mais parecem desgovernos e a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco, ou seja, o cidadão. Este quadro é o que se apresenta e muitas justificativas poderiam ser usadas para frear quaisquer iniciativas populares. As entidades envolvidas sabem de todos estes problemas citados, onde falta verba para áreas pontuais como por exemplo Saúde, Educação e Segurança Pública. O que fazer? Ficar por aí nas esquinas da vida, lamentando e xingando o governo? Contribuir com a sociedade não anula o fato de existirem governos inoperantes e roubos aos cofres públicos correndo à solta. Aparelhar melhor as Polícias é papel do Estado sim senhor. Mas infelizmente, há muitos anos isso não acontece na velocidade do aumento da criminalidade. Nosso descontentamento deve ser manifestado nas urnas e para este fim temos o voto consciente como principal ferramenta de protesto e mudança.

Há 200 anos, Napoleão Bonaparte perdeu a batalha de Waterloo. As potências europeias da época: Inglaterra e Prússia, colocaram fim à era napoleônica. Por 10 anos, Napoleão dominou a Europa. Sob comando dele, a França conquistou um império que se espalhou pelo continente, mas finalmente foi derrotado por uma grande coalizão inimiga. Poderosos entram e saem a qualquer hora no cenário político, seja a nível municipal, estadual, federal e até mundialmente. A perpetuação dos bons ou maus depende de nós. Não tempos tempo para lamentações. Precisamos fazer a nossa parte. Entende-se que a Segurança Pública é papel do estado, mas quando deficiências se apresentam a sociedade automaticamente é convocada a participar colaborando com ideias e recursos financeiros no sentido de prover meios para que as ações efetuadas pelas Polícias Civil e Militar possam ser mais bem desenvolvidas, alcançando um melhor patamar e nível mais próximo do ideal, quando do cometimento de crimes ou demais ocorrências que cotidianamente vem se apresentando.

Infelizmente a violência e criminalidade vêm se alastrando muito rapidamente. O que antes era ‘privilégio’ das grandes cidades, agora quase que diariamente ganha destaque nos veículos de comunicação com manchetes de ocorrências quase sempre relacionadas ao uso de entorpecentes, que desencadeiam uma série de outros delitos para que o usuário possa manter o vício e a aquisição de drogas para este fim. Recentemente a Polícia Civil conseguiu junto à Secretaria de Segurança Pública do Paraná um veículo Camionete Amarok, só que já batida e que precisará de recursos para seu conserto, principalmente na parte de lataria, que está bastante danificada. A estimativa é que o montante a ser investido em seu conserto, para o pleno funcionamento, fique em torno R$20 mil além de outros veículos de uso da Polícia Militar que também precisam de manutenção periódica. Pensando em levantar recursos para situações pontuais como o conserto da camionete e reparos que são necessários para o bom andamento dos veículos, a Acine encampou a campanha “Segurança Pública – eu faço a minha parte”, onde confeccionou, em parceria com a Polícia Civil, Rotary, OAB e o apoio do Jornal Noroeste, adesivos que serão repassados a empresas e comunidade em geral por meio dos órgãos envolvidos, a serem comercializados ao investimento de R$50,00 para os adesivos menores, destinados à afixação em veículos particulares e os maiores, a R$100,00 para serem colados nas lojas participantes da Campanha. Todos os cidadãos podem colaborar e vamos sempre defender esta ideia. E você? Está fazendo sua parte?  

“Só a participação cidadã é capaz de mudar o país.” Herbert de Souza – Betinho (1935-1997)

Fonte: Alex Fernandes França


 
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