Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
Parque das Grevíleas: População aguarda sua abertura


17/08/2015
Quando garoto, eu e meus amigos costumávamos nos aventurar no interior do Parque das Grevíleas. O local fora criado inicialmente na década de 70 para conter uma enorme erosão que comprometia a cidade, principalmente a região adjacente à Vila Garça, ruas em seu entorno e Avenida Brasil. O Parque leva esse nome porque no final da década de 70, foram plantadas 20 mil mudas de grevíleas, num espaçamento de 10metros x 5 metros, para combater a erosão laminar (água que corre por cima da terra, faz sulcos e depois voçorocas), problema crônico da cidade, enfim o objetivo principal da criação do Parque das Grevíleas na época era combater a erosão. Ocorreu na gestão do Prefeito Severino Ramos Bezerra, que governou o município entre os anos de 1977 a 1982.
Quantos meninos iam até o Parque atrás de aventuras, se embrenhando no meio da mata e vivendo um pouco a história do personagem do cinema Tarzan, criado por macacos e que fez da floresta, seu definitivo habitat. A nossa infância era bem diferente da realidade atual, onde a garotada gasta horas em frente ao computador, manuseando celulares ou tablets e estabelecendo amizades virtualmente. Mas isso já é outro tema.
O Parque das Grevíleas foi totalmente remodelado, cujo processo de urbanização foi iniciado em 2006 na gestão Maly Benatti, num projeto audacioso do saudoso Engenheiro Civil Getúlio Mincoff que o transformou no principal Cartão Postal de Nova Esperança. O local possui um enorme acervo de árvores em sua área, o que torna um micro-clima super agradável. Na época foram plantadas mais de 10 mil plantas de espécies nativas. A população da cidade cobra já há algum tempo a sua abertura, que se torna precoce devido a falta da continuidade da complementação da infraestrutura.
 As pistas de caminhada, que somam juntas 1700 metros, por exemplo, precisa ser devidamente adequadas e talvez pavimentadas. Como há árvores pelo caminho, ao se desviar da trilha, o visitante corre o risco de se machucar numa eventual queda. O Secretário de Meio Ambiente Amarildo Ardenghi, com quem conversei esta semana, espera para logo a abertura do Parque e que as adequações restantes, que devem ser feitas em conjunto com outras Secretarias Municipais, aconteçam. “Por mim o Parque seria aberto até o final do ano”, disse Ardenghi, que demonstrou boa vontade em resolver o impasse.
Sabemos dos trâmites burocráticos para se conseguir verbas. Pelo que consta, Nova Esperança hoje está órfã na esfera federal e os pouquissimos gatos pingados de deputados estaduais que aqui tiveram votos, pouco (ou nada) fazem para nossa gente, a não ser entregar ambulância, como se nosso povo precisasse apenas de transporte.
Voltando ao tema, o projeto original do Parque contemplava a construção de quiosques na parte interna, quadra de areia e a construção de Academias da Terceira Idade ao ar livre, isso na área externa. O local apresenta elevado potencial turístico e a região se valorizou muito com a sua urbanização. Imagine só quando abrir para a visitação pública. Após aberto, poderia ser dedicado um dia para pescaria entre pais e filhos, premiando os maiores e menores exemplares de peixes capturados. Um profissional da área da Biologia poderia ensinar os alunos das escolas públicas e particulares, sobre cada espécie de planta existente e também sobre as várias espécies animais que ali residem. Lá no Parque, logo na entrada, existe um prédio que poderia servir para aulas de educação ambiental e que está ficando sucateado.  O visual noturno é muito bonito. Ao todo são 92 postes existentes ali, com duas luminárias cada, que sem dúvidas dão um visual maravilhoso com a iluminação em tom agradável. Nota-se o anseio por parte da população em ver o Parque aberto à visitação. Adequá-lo se torna necessário. Enquanto isso temos que conviver com vândalos que pulam a cerca para nadar no grande lago e que sacrificam animais (como já ocorrera com um casal de gansos) para consumo próprio. Um absurdo. Enquanto isso, vamos aguardar a abertura do Parque, esperando que ocorra em breve, mas com a infraestrutura correta para receber nossa gente.

“O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher”. Cora Coralina (1889-1985)
 
 Alex Fernandes França é Administrador de Empresas, Teólogo, Diretor do Jornal Noroeste e Membro da Associação dos Cronistas do Estado do Paraná.

Fonte: Alex Fernandes França


 
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