Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
Protegei nossas crianças...


23/10/2015
Esta semana a reportagem deste Jornal está publicando mais uma matéria envolvendo o abuso sexual de criança. Um elemento, que já estava preso por outro crime onde é acusado de ter cometido o estupro a uma moça de 15 anos, novamente foi apontado como autor de abusos sexuais seguidos de estupro a uma criança, sendo que tal prática teria ocorrido por praticamente dois anos, quando esta tinha entre 06 a 08 anos de idade. Segundo o delegado que está conduzindo as investigações, o caso, que ficou no anonimato por cerca de 7 anos (hoje a vítima tem 15 anos) veio a tona com a prisão do indivíduo no mês passado. Como as ameaças seriam constantes, vítima e familiares tinham o receio de contar o ocorrido às autoridades, evidentemente temendo represálias. A elucidação de casos assim está sendo possível graças a uma força articulada e multidisciplinar envolvendo Conselho Tutelar, Psicologia forense e ação policial, que uma vez tomando conhecimento dos casos, realizam oitivas em ambiente adequado e por pessoa preparada para tal fim, evitando o constrangimento natural gerado pelo ambiente de uma delegacia. Na edição 835 do Jornal Noroeste, datada de 25 de setembro de 2015, a capa trouxe duas manchetes: “Homem é preso acusado de abusar sexualmente da própria filha de 09 anos” e “Polícia prende homem apontado como estuprador de garota de 15 anos em crime ocorrido perto da estação rodoviária”, esta segunda manchete trata-se do mesmo autor do crime sexual que segue publicado na página 05 da edição de hoje deste periódico.  Tal abordagem destes fatos evidencia graves perigos a que nossas crianças e adolescentes estão sujeitos. A sociedade pode ajudar e ao tomar conhecimento da existência de situação de vulnerabilidade física e sexual, oferecer denúncia aos órgãos responsáveis: Ministério Público, Conselho Tutelar ou Delegacia de Polícia.
A percepção da família quanto às mudanças de comportamento das crianças serve de alerta para que se investigue situações obscuras existentes que infelizmente deixarão sequelas físicas, emocionais e psicológicas.  São duas vertentes a se considerar. Uma diz respeito ao aumento dos casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes e a outra é a mensuração técnica das informações que chegam via denúncia, que corroboram para a elucidação das ocorrências desta natureza. Causa revolta saber que um adulto, que foi estabelecido desde a criação do mundo, para atuar como protetor dos seres mais frágeis (crianças e animais), promover violências e abusos  sexuais horrendos como os que temos visto nos noticiários.
Nosso desejo é enquanto cidadão e imprensa vigilante na defesa dos interesses da grande coletividade, que, diga-se de passagem, ainda conserva bons valores, é de que esses pedófilos e abusadores nojentos paguem pelo mal que fazem as suas vitimas, algozes estes que são do equilíbrio emocional e  psicológico, minando sonhos e subtraindo de forma precoce a   ingenuidade, característica típica desta doce  fase da vida chamada  infância.  O Sistema Público de Saúde já segue algumas diretrizes para a coleta de informações e vestígios das vítimas de violência sexual. Cada vez mais o cerco a esses facínoras está se fechando e a ação integrada entre os entes responsáveis por proteger as crianças e adolescentes vem ajudando a elucidar os casos e punir os agressores.
É duro aceitar que a violência sexual na maioria das vezes ocorre no ambiente familiar, livre de quaisquer suspeitas. Este fenômeno mundial nem sempre está ligado à pobreza ou miséria. É por si só multifacetário. Atinge todas as classes sociais e persiste em diferentes culturas. Por atuar na clandestinidade, nem sempre é conhecida do grande público, o que torna difícil ser quantificada, mas que  infelizmente existe. Este é um fenômeno que precisa ser combatido. A cada dia que passa, cresce o número de ocorrências desta ordem e a sociedade não pode se calar.  A cultura brasileira diz que somos o país da sensualidade e agencias de turismo já comercializam aos gringos o pacote completo: Hotel, traslado e desejos sexuais realizados, normalmente com meninas jovens e até menores de idade, que agem no submundo do sexo, relação direta com a mercantilização, onde o produto é o corpo. 
Pais: tomem muito cuidado e observem com quem seus filhos convivem ou se relacionam. O que acessam na internet e com quem conversam. Você, que não tem tempo para sentar e ouvir o que seu filho tem a lhe contar, é  o estereótipo ideal de “pai” que os pedófilos gostam, pois assim, conseguem acessar o coração vazio do filho que tu gerastes, sendo  o terreno ideal para se estabelecerem. É como uma sequencia de portas, que se inicia com uma pequenina. É desta que eles precisam. As demais, maiores, eles mesmo se incumbem de abrir. Cuidemos de nossas crianças e adolescentes!
 
“Você não é responsável apenas pelo que diz, mas pelo que não diz também”- Martinho Lutero (1483-1546)
  
Alex Fernandes França é Administrador de Empresas, Teólogo, Diretor do Jornal Noroeste e Membro da Associação dos Cronistas do Estado do Paraná.

Fonte: Alex Fernandes França

 
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