Terça Feira, 23 de Outubro de 2018
O Brasil que queremos: Diga não ao bolivarianismo


18/12/2015
O sistema comunista parece mesmo querer se instalar no Brasil. Mais uma ação deste velado sistema foi o bloqueio do whatsapp, meio de comunicação gratuito e muito utilizado em nosso país. Como não atende os interesses das grandes corporações telefônicas, que deixam de lucrar com a democratização da comunicação, rapidamente acharam meios de suspender o fornecimento do serviço ou seja, o que beneficia o povo sem custos,  tratam de podar.
Nossa Presidente da República Dilma Rousseff, sem base parlamentar alguma vê seu regime bolivarianista  ruir. Pra quem desconhece, o Bolivarianismo é um conjunto de doutrinas políticas que vigora em partes da América do Sul, especialmente na Venezuela. O termo bolivarianismo provém do general venezuelano do século XIX Simón Bolívar, libertador que liderou a luta pela independência em grande parte da América do Sul, e especificamente nos países historicamente bolivarianos (Bolivia, Colômbia, Peru, Equador, Panamá e Venezuela). Aqueles que se fazem chamar bolivarianos dizem seguir a ideologia expressa por Simón Bolívar nos documentos da Carta de Jamaica, o Discurso de Angostura e o Manifesto de Cartagena, entre outros documentos. A tarefa de governar o Brasil ao que parece, não está nas mãos da nossa presidente (reluto em falar “presidente”). Quem comanda mesmo é o ex-presidente Lula, que dirige toda a articulação política e Joaquim Levy, que fugiu da ortodoxia econômica antes vigente para então implantar um novo modelo, mais agressivo cujos desastrosos reflexos elevam para mais de 10% a inflação deste ano. A taxa de desemprego no nosso país aumenta dia a dia e o processo de impeachment contra ela instalado vai ganhando força e parece inevitável não ocorrer. Uma vez aprovado na Câmara dos deputados, que caminha a passos largos para assim fazê-lo, o processo de impeachment ainda precisa passar pelo Senado e obter 2/3 para prosperar. Este conjunto de deliberações entre Câmara dos deputados e Senado federal em caso de concordância fará novamente  do Congresso Nacional algoz de um presidente (assim ocorrera com Fernando Collor de Mello em 1992). Mais uma vez o partido de centro, PMDB joga o jogo que lhe apraz. Quando o comando lhe serve, age como amigo do rei, quando não interessa mais, destitui o rei para se empossar da coroa. Michel Temer, peemedebista histórico e vice-presidente da república segue essa filosofia, que não é regra dentro do fragmentado PMDB, antes, no início de sua história,  partido de esquerda, mas que transmutou-se e  hoje segue uma  visão centrista, pois estando em cima do muro, pende para o lado que melhor lhe convier. Como os interesses agora são outros, o afastamento político do governo petista parece o melhor caminho a trilhar. “Vice decorativo”, como Temer mesmo se autodenomina,  terá ele  a oportunidade  de assumir o comando da nação caso o impeachment contra Dilma realmente prospere. Muito embora a presidente tenha como bandeira o populismo, característica do bolivarianismo, de popular mesmo ela não tem nada, a não ser pelos programas assistencialistas que vinculam o voto do beneficiário à permanência de seu grupo e aliados no poder. Terá Cunha ratificada e sua autoridade para conduzir o processo de cassação? Investido estará de credibilidade e poder para conduzir o processo? A Sentença do Supremo Tribunal Federal (STF) dirá em poucos dias se sim ou não. Mas ao que tudo indica, a discussão do impeachment ficará mesmo para 2016. Até lá, muita coisa deve rolar e águas barrentas escorrer por este mar de lamas que se tornou o comando político deste país, seja no Congresso Nacional ou a Presidência da República. Legisladores da causa própria e defensores de seus próprios interesses! Como dizia o fictício deputado Justo Veríssimo, imortalizado na TV pelo  saudoso humorista Chico Anysio (1931-2012)  e  por ele criado na década de 80 em pleno regime militar: “ E o povo que se exploda”. Essa frase expressa o que a maioria dos dominantes pensa da classe realmente trabalhadora desta nação.
 
“Na democracia, não é só porque a maioria ficou contra que seria razão suficiente para você tirar o presidente. O problema é quando se cria uma situação de ingovernabilidade”. – Fernando Henrique Cardoso
 
Alex Fernandes França é Administrador de Empresas, Teólogo, Diretor do Jornal Noroeste e Membro da Associação dos Cronistas do Estado do Paraná.

Fonte: Alex Fernandes França

 
Veja Mais:

  • 03/08/2018 - O homem cordial, a política e a Lei de Gérson!
  • 04/06/2018 - Mundo em colapso
  • 12/01/2018 - O ano que queremos...
  • 24/11/2017 - Marcas no corpo e na alma
  • 25/08/2017 - "Nem com uma flor..."
  • 28/07/2017 - Ódio ideológico
  • 22/06/2017 - Investir em Esportes faz bem
  • 09/06/2017 - Escolas do Crime
  • 02/06/2017 - Há esperança para o Antonio Esperança?
  • 26/05/2017 - Reciclando ações
  • 19/05/2017 - A amplitude da informação aliada à Educação
  • 15/05/2017 - Até onde vai a credibilidade das redes sociais?
  • 02/05/2017 - Viagens extraordinárias
  • 17/04/2017 - Cidadania e justiça
  • 31/03/2017 - O progresso pede passagem
  • 27/03/2017 - A carne é fraca?
  • 17/03/2017 - Respeito é bom...
  • 03/03/2017 - O menor de idade e a falência do sistema carcerário
  • 24/02/2017 - Refis: justo ou injusto?
  • 17/02/2017 - Chega de violência
  • 10/02/2017 - Que comecem os trabalhos...
  • 27/01/2017 - Fato ou boato: até onde vai a credibilidade das redes sociais?
  • 20/01/2017 - Vilas Rurais: desvio de finalidade?
  • 06/01/2017 - Gestão Pública eficiente: anseio coletivo
  • 23/12/2016 - Real motivo de celebração
  • 17/12/2016 - Responsabilidade Humana
  • 25/11/2016 - Patrimônio inestimável
  • 11/11/2016 - Ultranacionalista no poder
  • 28/10/2016 - Finados: dia de celebrar a vida
  • 21/10/2016 - Bye bye clientes
  •  
    © Jornal Noroeste - Escrevendo a história de Nova Esperança e região desde 1985
    Rua Governador Bento Munhoz da Rocha Neto, 354 - Sala 101 - Nova Esperança, PR - CEP 87600-000 - Fone 044 3252 3908
    Desenvolvido por Hnet Websites