Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
O Meio ambiente e a maléfica ação do homem


22/01/2016
Repercute bastante ainda os episódios que culminaram com a falta de água em diversos municípios da região. Este Jornal está acompanhando desde o início o desenrolar dos fatos, especificamente em Nova Esperança. O desabastecimento da cidade é apenas o sintoma de uma tragédia anunciada. A visível inexistência de boa parte das matas ciliares e o plantio de culturas inadequadas margeando o ribeirão que nos abastece mostra o quanto à degradação ambiental vem ganhando cada vez mais espaço nesta sociedade contemporânea.  
Os desdobramentos são infinitamente superiores às ações que os iniciaram. Desde os tempos de estudante primário há uma teórica preocupação com o meio ambiente, só que muitos os que dizem levantar tal bandeira, são quase sempre os principais causadores dos desastres a exemplo deste que estamos vendo.
 Enormes erosões se formaram justamente dada à falta de uma cultura agrícola que freie o arraste de terras e segure, portanto, os sedimentos, a fim de que estes não sejam levados pelas forças das águas assoreando ainda mais este ribeirão, quase mórbido que luta com todas as forças para sobreviver.  Culturas inadequadas promovem a desertificação cujo processo se acelera cada vez mais. Difícil viver  neste planeta onde, menos de 1% de toda água é própria para o consumo e o pouco que existe é mal aproveitado pelo homem.
 Ao acompanhar as ações de vistoria do Ministério Público a perplexidade se torna ainda maior. Alguns moradores da cidade, que não merecem ser chamados de cidadãos, pois, ao invés de dar destinação correta ao lixo por eles mesmo produzidos, tiveram a desfaçatez de se dirigirem até a Estrada Paracatu (estrada velha pra Atalaia) e jogar ali seus dejetos, às margens ou em meio às plantações de cana de açúcar, abundantes naquelas cercanias.
         Um laudo será elaborado pelo corpo técnico do  MP, apontando eventuais culpados, não apenas pela falta de água, mas também por estes agirem com negligência seja na degradação ambiental quanto na precaução em ter um plano “b” para agir em ocorrências desta natureza. A lei da semeadura ela existe na vida humana ou seja, “tudo o que o homem semear, isto também ceifará” – Galatas 6:7 e agora o momento é de colheita.  As matas ciliares consideradas Área de Preservação Permanente (APP) dentro do que prevê a legislação que é de 30 metros avante da margem terreno adentro precisam estar adequadas. A inexistência ou desacordo com o preconizado em lei, além de assorear os rios, lagos e córregos, torna escasso o habitat de animais, principalmente pássaros, mamíferos e répteis. As matas ciliares também fornecem nutrientes para o ecossistema aquático, criando também um microclima agradabilíssimo. O despertar por grande parte da sociedade veio apenas nesta indesejável circunstância. Tomara que a indignação não fique apenas por conta da falta de água e sim por todo o panorama que culminou para este fim.
 Paracatu em tupi-guarani significa Rio Bom e o ser humano, com a crescente degradação ambiental está alterando esta nomenclatura. Tomara que não chegue o dia em que o chamaremos de rio Morto. Na UTI ele já está.
Curiosidade
- O nome mata ciliar tem origem no nome dos pequenos pelos (cílios) que ficam acima dos olhos humanos. Em nós os cílios tem a função de proteger os olhos, evitando a entrada de sujeira e suor. Com função parecida, as matas ciliares protegem os rios e lagos, principalmente, de erosões.


“Sonhos determinam o que você quer. Ação determina o que você conquista” - Aldo Novak
 
Alex Fernandes França é Administrador de Empresas, Teólogo, Diretor do Jornal Noroeste e Membro da Associação dos Cronistas do Estado do Paraná.

Fonte: Alex Fernandes França

 
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