Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
A festa da carne: pão e circo para o povo


05/02/2016
Tem inicio neste final de semana as festividades alusivas ao Carnaval, evento que remete ao significado de “a festa da carne”, onde o carnal domina em contraposição ao espiritual, estado este que adormece ou extingue-se.  As Escolas de Samba, principalmente dos grandes centros, com destaque para Rio de Janeiro e São Paulo, desde muito antes já se preparam para este momento, onde se busca a consagração na Sapucaí, Anhembi ou outro reduto importante.
Cifras vultosas são destinadas a bancar toda a estrutura de uma escola que pleiteia o título. Você sabe de onde surge o dinheiro que banca toda esta festa?  Só no ano passado, o ditador da Guiné Equatorial pagou 10 milhões de dólares para ganhar o enredo da escola Beija Flor e foi justamente neste quesito que a agremiação de Nilópolis venceu.  Empresas envolvidas em escândalos, o submundo dos jogos ilegais e do tráfico de drogas são também outros segmentos que fazem jorrar dinheiro como forma de aplacar a indignação social que se estabelece por conta das ilicitudes praticadas. Seguindo esta linha de pensamento, não fica difícil imaginar que até o próprio Estado Islâmico, grupo composto por radicais terroristas, possa, quem sabe, também patrocinar o carnaval no Brasil, já que o lema principal é “proibido proibir”. As escolas também arrecadam com as vendas de fantasias e adereços para os foliões, muitos destes, inclusive, pessoas de baixa renda que tiram o sustento de casa para desfilar pela Escola do coração. Enquanto isso, celebridades são pagas com cachês altíssimos para povoar os camarotes, regados a bebidas caras e outros produtos de procedência ilegal. As evidências da ligação entre as Escolas de Samba com o ilegal Jogo do Bicho é que muitos banqueiros já foram por elas homenageados, o falecido Castor de Andrade foi um deles.
  E o que você acha de dinheiro público patrocinando, com cifras milionárias, o Carnaval?  A Petrobrás, estatal que é alvo de investigação na Operação Lava Jato, costuma destinar recursos para este fim. É a cultura do Pão e Circo que infelizmente impera no nosso Brasil.
Muita coisa mudou, desde as folias amadoras da década de 30, para os dias atuais, onde a suntuosidade, paga boa parte  com o dinheiro do povo, aumenta a cada carnaval.
Há quem diga que o Carnaval gere recursos para o Brasil. “Investe-se” de um lado, mas o retorno é garantido. Para as redes hoteleiras, a procura não supera as expectativas geradas. O que ocorre todo ano são estrangeiros vindo para o Brasil em busca de turismo sexual. Enquanto pais estão iludidos com a ‘beleza’ da festa, suas filhas estão se prostituindo (não é regra) para colocar alimento em casa ou bancar suas necessidades pessoais porque, o dinheiro que seria para este fim, foi economizado para comprar os adereços da sua Escola de Samba predileta.
 Muitas cidades estão deixando de realizar os bailes carnavalescos, que se mostraram deficitários, cujos prejuízos sociais e financeiros se amontoam. Nova Esperança mesmo é um exemplo claro disso. O vandalismo infelizmente ainda existe, porém, historicamente, nos dias de Carnaval, a exacerbação maior sempre redundava na quebra de lixeiras, luzes, orelhões além de outros bens, sejam estes públicos ou particulares. Fora as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) que aumentam nesta época do ano, gravidez indesejada ou os acidentes automobilísticos, motivados, por condutores via de regra embriagados ou drogados.
 É preciso buscar algo mais nobre e enriquecedor. O momento é de reflexão. Nossas atitudes criam hábitos sistemáticos e cada vez mais contínuos em nossos filhos, necessitados que são de copiar modelos, o que faz gerar comportamentos, sejam estes positivos ou negativos.
 
“Estão iludindo um povo que tem fome e sede dando-lhes pão e circo” -  Cris Corrêa
 
Alex Fernandes França é Administrador de Empresas, Teólogo, Diretor do Jornal Noroeste e Membro da Associação dos Cronistas do Estado do Paraná.

Fonte: Alex Fernandes França

 
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