Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
Eleições Municipais: Sem querer, querendo...


01/04/2016
Este ano, como muitos já sabem, teremos eleições para prefeito e vereador nos 5.564 municípios do Brasil. No caso de Nova Esperança, com exceção dos pré-candidatos que já se autodeclararam de forma categórica como postulantes ao cargo de prefeito, sendo eles Odair Teodoro da Silva (Neguinho Teodoro) e José Domingos Nogueira (Sargento Nogueira) os demais ainda surgem de forma tímida. Silvio Chaves também ventila uma candidatura, ele que já foi prefeito do município entre 1993 a 1996. Os dois grupos políticos que monopolizaram as eleições nos últimos mandatos, escondem o jogo. A situação que detém o mandato atual tem sérias dificuldades para encontrar em seu quadro de correligionário um nome que tanto agregue voto quanto aceitação dentro deste, diga-se de passagem, bastante fragmentado grupo. Rafal Kreling, que disputou as últimas eleições, também é tido como pré-candidato.
 Em conversa com o empresário Eduardo Pasquini, talvez o principal expoente do grupo da situação, cabendo a ele o papel de protagonista da situação nas eleições e com poder maior de articulação junto aos membros que compõem a base de apoio ao prefeito Gerson Zanusso, reluta em dizer que não será candidato.  Como se sabe, Pasquini foi candidato nas últimas eleições a deputado estadual, ocasião em que obtivera um expressivo número de votos, quase 10 mil somente em Nova Esperança. Pergunta: O eleitor que depositou a ele voto para deputado estadual será fiel a uma eventual candidatura a prefeito? Esta é um questionamento que muitos fazem, mas como se sabe, o cenário é modificado em face da força que move os grupos constituídos politicamente no município. Tuna Basso, atual Secretário da Saúde,  também é citado como pré-candidato. Como se sabe, o prazo de desincompatibilização do cargo para quem for candidato é de até quatro meses antes das eleições, ou seja, expira em 02 de junho.
Outro nome muito forte que com certeza agregaria poder à oposição é o da ex-prefeita Maria Ângela Silveira Benatti – Maly Benatti. Volta e meia se houve falar de que ela será candidata, muito embora haja rumores de que negue esta condição. Com um excelente primeiro mandato e um razoável segundo, é figura carismática e de grande expressão política, o que lhe credencia como nome forte do seu grupo a uma possível disputa. E talvez seja ela, Maly, o grande nome temido pelos seus adversários, já que ela diretamente nunca perdeu uma eleição, sendo eleita em 2004 com mandato até 2008 e reeleita para o segundo mandato de 2009/2012 quando então apoiou na ocasião seu vice Júnior Moser que acabou perdendo para o atual prefeito Gerson Zanusso. A propósito, Moser também é sempre lembrado como possível candidato, haja vista ser esta uma eleição totalmente diferente daquela por ele disputada em 2012. Na ocasião era apoiado em um mandato naturalmente desgastado, afinal de contas eram 08 anos do mesmo grupo, e agora, enfrentaria o grupo oponente, que governa a cidade, em situação idêntica de desgaste político e em plena crise nacional.
Historicamente em Nova Esperança a alternância entre grupos e lideranças acontece. A insatisfação ou contentamento do povo com um governo municipal é algo incomensurável que só pode ser medida através das urnas. Dentro deste panorama entra Moacir Olivatti, que goza de livre transito entre os dois principais grupos políticos constituídos e que vem para uma possível disputa, mais amadurecido, aberto a diálogos e, pelo que tenho observado, conversações estariam bastante adiantadas. Seria ele, Olivatti, um candidato de consenso ante a eventual negativa de Pasquini e Maly? Estes grupos se misturariam ou é como água e óleo, uma composição heterogênea que não dá qualquer liga?
 Os acordos já começam a se desenhar e a oposição inclusive já teria promovido algumas reuniões para estudar nomes e eventuais composições. Muito embora pareça tímida, a eleição deste ano está sendo feita à surdina, nos bastidores. Como o tempo de campanha oficial será relativamente curto, os nomes novos teriam que já começar a serem “trabalhados” haja vista que nomes mais prontos, como os acima citados e velhos conhecidos do grande público levariam, teoricamente, mais vantagens. Vejo uma grande dificuldade por parte da situação em definir um nome para a disputa, mas assim já foi em 2012, quando Gerson Zanusso, que nem pensava em ser candidato, entrou como “tampão”, substituindo Eduardo Pasquini, nome natural do grupo e que após longo imbróglio dentro do PSDB, acabou preterido cuja desgastante disputa interna, ganhou até os tribunais. Moser acabaria disputando pelo PSDB contra o candidato de última hora, Gerson, que é quase certo, em face das questões judiciais e série de embargos, não poderá (ou tentará) a reeleição. O desfecho deste panorama? Quem viver verá!


“Há duas coisas que não se perdoam entre os partidos políticos: a neutralidade e a apostasia” -  Marquês de Maricá (1773-1848)

Fonte: Alex Fernandes França

 
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