Terça Feira, 21 de Agosto de 2018
Será o fim dos dias de desgoverno?


15/04/2016
Pelo andar da carruagem, os dias de desgoverno do segundo mandato da Presidenta Dilma Rousseff estão chegando ao fim.  Seguem em ritmo acelerado as articulações para agregar o maior número possível de partidos no sentido de seus correligionários, deputados federais para votarem favoravelmente ao impeachment. Mesmo deputados que antes se manifestaram publicamente a favor da continuidade do governo Dilma, já mudaram o discurso: Este é o caso do parlamentar maringaense Ricardo Barros (PP) que inicialmente defendia a permanência de Dilma e que votaria contra o processo de cassação. Agora, o placar do impeachment, atualizado a cada avanço nas negociações/manifestações, pela Rede Globo, Barros aparece favoravelmente à saída de Dilma.
Como numa emocionante partida de futebol, onde se começa a desenhar uma goleada, os números contra a governante são maciçamente esmagadores. O placar do impeachment aponta uma prévia de 329 votos a favor da continuidade do processo, 113 contra e 71 parlamentares que ainda não opinaram, incluindo votos indecisos e deputados que não foram encontrados pela reportagem para expor seus votos. A votação deve acontecer no domingo próximo (17) no plenário da Câmara dos Deputados em Brasília. São necessários 342 votos para o para o processo prosperar.
Os partidos de esquerda se enfraquecem com um eventual cenário de cassação confirmada da Presidenta da República.  Recentemente na Argentina, Maurício Macri,  opositor a Presidenta Cristina Kirchner , venceu as eleições, quebrando a hegemonia esquerdista/kirchenista  que dominava aquele país nos últimos anos. Macri é de centro-direita. 
                Os movimentos ligados à esquerda, dentre os quais CUT, MST e Sindicatos, tentam de todas as formas evitar o que parece inevitável.  Numa estratégia, Dilma exonerou esta semana, seis  ministros do governo que tem mandato na Câmara. O objetivo é engrossar a ala governista na Câmara, aumentando os votos contrários.  Como se vê, o jogo é bem estudado e os bastidores começam ser trabalhados. 
                Os líderes da oposição divulgaram que teriam já acordados 349 a favor da cassação de Dilma. Se assim for, de imediato a Presidenta é afastada por 180 dias enquanto o processo é levado para a votação no Senado Federal. Daí o vice-presidente da  República assume o poder.  Dotado a partir de então de maiores poderes e com a capacidade de articulação infinitamente ampliada, alguém acredita que Temer deixará escapar o mandato presidencial de suas mãos? Com sete votos além do que precisa para a admissibilidade do processo de impeachment contra Dilma, a oposição já comemora.  Chamam de ‘vitória acachapante e redentora” e não poupam os meios de comunicação e redes sociais, para proclamarem a antecipada ‘vitória”. Diante deste cenário, o governo já trabalha com a quase real hipótese de não ter votos suficientes para assegurar a continuidade de Dilma no poder.
                Lula assiste ruir sua história e a de seu partido (PT) com os escândalos que envolveram nomes importantes da sigla. Também membros da direita aparecem na Operação Lava Jato, que brilhantemente vem sendo conduzida pelo Juiz Sérgio Moro. A corrupção e desmandos precisam ser extirpados do nosso país e o nobre magistrado, atento aos anseios da população por Justiça, segue indiciando e punindo os culpados.
Vale ressaltar que o processo de impeachment que em breve será votado diz respeito às pedaladas fiscais e não aos escândalos de corrupção na Petrobrás, investigados pela Operação Lava Jato.
De qualquer forma, torcemos para que a justiça seja feita, desde já pedindo que Deus abençoe o Brasil  e tenha misericórdia do nosso tão sofrido povo!
 
“O entusiasmo é a maior força da alma. Conserva-o e nunca te faltará poder para conseguires o que desejas”- Napoleão Bonaparte (1769 - 1821)

Fonte: Alex Fernandes França

 
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