Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
Em Temer há o que temer?


29/04/2016
Esta semana foi composta a Comissão Especial do Senado que conduzirá o processo de impeachment da Presidenta da República Dilma Rousseff. O Brasil vive um momento de grande instabilidade econômica com reflexos de ordem social. São mais de 10 milhões de desempregados. Empresas tradicionais, que outrora geravam centenas de vagas de trabalho, fechando as portas ou reduzindo os turnos e pessoal, antecipando férias e outros subterfúgios que visam evitar a demissão em massa. As pedaladas fiscais tiveram por um tempo o efeito de ludibriar os brasileiros, passando para o povo a ideia mentirosa de que tudo estava indo bem. O pensamento era segurar a “bomba” até passar as eleições presidenciais e garantir a reeleição da chefa do Executivo Nacional, dando sequencia ao Projeto de poder deste grupo que por enquanto comanda a nação.
À custa de que a esquerda que governa há mais de uma década, promove a distribuição de renda? Envolto em um lamaçal de corrupção, desordem e caos social, o Partido dito dos Trabalhadores volta a ser, como sugere sua sigla, uma estrela solitária com a debandada dos aliados para o bloco de oposição. Mesmo os partidos ditos de esquerda se alinharam com outros da chamada direita no intuito de derrubar a Presidenta e encerrar este ciclo. Com a iminente queda de Dilma, quem assume é seu vice Michel Temer, do antes aliado PMDB, partido que joga mais uma vez de acordo  com as conveniências do momento.  A Comissão Especial do Senado, composta majoritariamente por algozes de Dilma, ouviu ontem os advogados Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior, autores da denúncia que deu origem ao processo contra a presidenta Dilma Rousseff. Hoje será ouvido o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, responsável pela defesa da presidenta. Além de Cardozo, mais dois ministros serão convidados: Nelson Barbosa (Fazenda) e Kátia Abreu (Agricultura), além de um representante do Banco do Brasil. O processo no Senado Federal segue seu ritmo natural.
O atraso no repasse de recursos para bancos públicos para o pagamento de benefícios sociais, as chamadas pedaladas fiscais arrasaram a economia do País. Esta situação está potencializando o anseio por mudanças. Mas em Michel Temer, há o que temer? O Brasil precisa experimentar um choque de gestão e esta política econômica ortodoxa adotada por Dilma não serve para promover mudanças radicais e benéficas à sociedade. Temer já articula alianças e possíveis nomes para um eventual governo com vistas a compor seu novo Ministério. Muito embora Michel Temer adote um tom moderado em suas entrevistas, ele demonstra com atitudes ter como certa a sua condução à presidência da República. Aliado de Cunha e de Renan Calheiros, uma possível governabilidade estaria garantida com o respaldo do Congresso Nacional, sem o qual nenhum governante consegue implantar mudanças nem adotar medidas necessárias à transformação do País.
A esperança do nosso povo é que seja quem for o governante esta locomotiva gigante chamada Brasil volte aos trilhos e caminhe a pleno vapor.  O rompimento de Temer com o governo Dilma leva a crer que ele tenha algo melhor a apresentar para o povo. Espera-se que ele promova os ajustes, trocando peças e modificando a filosofia. Provas o nosso povo já deu que por meio dos órgãos fiscalizadores os atos de corrupção não podem mais prosperar. Há quem defenda novas eleições, condenando assim a chapa completa Dilma/Temer. Penso que além de oneroso para o país, as novas eleições não seriam necessárias haja vista que o vice pouco participou da gestão sem qualquer voz ativa dentro do governo, pelo menos isso é o que se percebe.
Seja Temer ou outro presidente, o povo não quer alguém a quem possa temer. Machucado pelo flagelo da corrupção e da falta de investimento em áreas fundamentais como Saúde e Educação, nosso povo já não aguenta mais sofrer. O Sul produz, mas é o último na escala proporcional de repasse de valores federais. Até quando será assim? Já que a ideia do separatismo não prospera, quem sabe a de se implantar a proporcionalidade: quem produz mais, recebe mais. Assim praticaremos a justiça, honrando nossa gente!
 
“Ainda que a presidente não estivesse ativamente envolvida nesta situação, restaria sua responsabilidade omissiva, pois descumpriu seu dever de gestão da administração pública federal” – frase escrita em cartaz no movimento pró-impeachment 

Fonte: Alex Fernandes França

 
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