Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
Represamento do Paracatu


06/05/2016
Com o ensejo da visita dos membros do Centro de Apoio Operacional do Ministério Público a Nova Esperança, várias diligências foram realizadas, com amplo debate na Câmara de Vereadores no tocante a aprovação do Projeto de Lei 12/2016 de autoria do Executivo Municipal sobre a criação de uma Área de Proteção Ambiental no Município, tema importante e que ao que tudo indica, será alvo de intensa discussão por parte dos vários segmentos envolvidos.
Fomos também até o Ribeirão Paracatu, que sobrevive com grandes dificuldades e no ponto exato da captação de água da Sanepar, o auxílio de uma draga é fundamental para assegurar a retirada de água para bombeamento até a Estação de Tratamento na Avenida Santos Dumont e é sobre isto que este editorial aborda. A questão envolvendo a coleta de água está sendo equacionada, muito embora os técnicos do MP em visita estimem que sejam necessários cerca de dois anos com trabalhos ininterruptos de dragagem para que todo o volume de terra, desbarrancado com as chuvas volumosas do inicio do ano e levados para o interior do Ribeirão possam ser retirados.
Nossa equipe e os técnicos observaram uma questão de ordem ambiental extremamente preocupante: a água que desce da Jusante para a montante quando passa pela draga é retirada do fundo do Ribeirão, porém depositada mais à frente no mesmo leito do Ribeirão. (Jusante é o fluxo normal da águade um ponto mais alto para um ponto mais baixoMontante é a direção de um ponto mais baixo para o mais alto).
A terra uma vez retirada no ponto da captação, que deveria ser lançada para a área de barranco, longe do curso de água, está sendo jogada dentro do Paracatu, só que num ponto mais abaixo, impactando o meio ambiente por meio de seu represamento, o que dificulta e quase impede que as águas barrentas sigam seu curso natural. Bancos de areia formaram  enormes diques, represando o Ribeirão.
A preocupação por parte dos envolvidos na dragagem  não deveria ser somente o que envolve a  retirada da água. Seria extremamente egoísta pensar assim, maltratando o nosso Ribeirão. A preocupação deve ser bem mais ampla, evitando sua morte. O desastre das chuvas de janeiro aconteceram, talvez a ingerência humana evidenciada pela força da natureza tenha falado mais  alto, porém, lançar terra no Paracatu propositadamente é algo que não podemos admitir. Desobstrui-se a captação, porém, mata-se o rio em pontos posteriores.  Quem ficará responsável por tirar todo esse enorme volume de terra que está se formando e mudando por completo a geografia do local? Uma vez o assunto levado ao conhecimento das autoridades, estima-se que a situação não ficará impune e a comunidade precisa ecoar este visível dano contra a natureza.
Os técnicos do MP ressaltaram a necessidade de haver engenheiros no local, dirigindo os trabalhos e orientando sobre o que pode ou não ser feito. A esmo, o trabalho redunda em danos ao meio ambiente, com foco especial no Ribeirão.
Se em torno de 04 meses de incessante dragagem, a enorme quantidade de terra já tomou grandes proporções, o que ocorrerá no tempo previsto de dois anos com a ação do ininterrupto processo? Vamos continuar acompanhando e se nada for feito a tempo, os prejuízos poderão ser irreversíveis, se já não for, para nosso lamento. Fica aqui nosso alerta.
 
“É nosso dever defender e preservar o meio ambiente, criado e entregue por Deus para desfrute e uso comum de todos os seres vivos, essencial à sadia qualidade de vida” - Marcos Alves de Andrade

Fonte: Alex Fernandes França

 
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