Quarta Feira, 24 de Outubro de 2018
Novos poços artesianos: garantia no abastecimento


17/06/2016
Segue nesta edição uma matéria sobre a concessionária responsável pelo abastecimento da cidade (Sanepar) que está investindo na captação de água via mananciais subterrâneos. Atualmente existem em Nova Esperança 04 poços que juntos, respondem por 40% da água que chega à torneira da população. Com o Ribeirão Paracatu totalmente assoreado, a captação via poços artesianos, que outrora houve uma cobrança que estes deveriam funcionar como um plano “b”, aos poucos está deixando o papel de coadjuvante para se tornar protagonista neste imenso imbróglio que recentemente se formou.  O aquífero Caiuá, onde está inserida a cidade é um manancial riquíssimo, com já demonstrada qualidade hídrica.
O uso destes mananciais subterrâneos para abastecimento público parece ser a tendência nestes novos tempos. Dotados de grande tecnologia e ampla capacidade de bombeamento/hora parecem ser a grande alternativa para suprir a demanda e evitar o desabastecimento em caso de catástrofes, sejam elas naturais ou provocadas por ações humanas. Maringá, município vizinho que igualmente sofreu com o desabastecimento em janeiro está recebendo altos investimentos para novas perfurações. A dependência da “Cidade Canção” do Rio Pirapó tornou-se igualmente preocupante a exemplo da nossa em relação ao Paracatu. 
Com o dissabor causado com a falta de água, a população teve que rever conceitos, adotar novas e  também cobrar os  seus direitos, já que paga para receber a água na torneira de casa. O assoreamento do Ribeirão mostrou a fragilidade da captação naquele local. Com as bombas de sucção submersas pelo barro, o bombeamento da água até a Estação de Tratamento para posterior distribuição para a população ficou comprometido. Longas filas se formaram em clubes e em postos de combustíveis que possuíam poços próprios, que gentilmente, cederam água a seus concidadãos. Não sou técnico no assunto, mas entendo que a capacidade nos reservatórios da água tratada precisa ser ampliada, já que situações pontuais como a de janeiro podem ocorrer. Este seria um verdadeiro plano “b”. Água para captação não falta. Os investimentos é que precisam ocorrer no sentido de evitar novos incidentes. A Sanepar, ao sinalizar positivamente aos anseios da população, respondendo a cobrança do poder público e da imprensa, revela a preocupação com o tema, até porque várias ações começam a tramitar na justiça pedindo reparação pelos danos gerados pela falta do abastecimento.
A crise econômica serviu para disciplinar o cidadão quanto às suas financias pessoais e gastos desnecessários. A falta de água, que podemos até chamar de crise hídrica serviu para que as pessoas se apercebam quão valioso é este recurso natural. Quase não vemos mais as pessoas desperdiçando como antes. Quando vemos alguém “varrendo” a calçada com a mangueira, o sentimento de repulsa é imediato, o que significa dizer que a cultura aos poucos está mudando. O filósofo grego  Platão (428/427 a.C.) disse: “Não esperes por uma crise para descobrir o que é importante na tua vida”. Infelizmente a humanidade só aprende desta forma!  
 
“Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome”-  Mahatma Gandhi (1869-1948)

Fonte: Alex Fernandes França

 
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