Terça Feira, 21 de Agosto de 2018
Saber votar é fundamental


09/09/2016
Com a aprovação da Lei 13.165/15, que trata da minirreforma eleitoral, foram vetados os dispositivos que permitiam a doação de pessoa jurídica às campanhas eleitorais. Muito embora receba o diminutivo “mini”, a reforma foi muito grande, principalmente no que trata sobre os prazos eleitorais, quantidade de candidatos, limites das doações de pessoas físicas, limites de gastos, propaganda eleitoral, divulgação das informações e gastos de campanha dentre outras substanciais alterações. A mudança na legislação engessa práticas que geravam favorecimentos ilícitos a empresas doadoras.
 O “toma lá da cá” ficou um pouco mais difícil já que as empresas doadoras não o faziam por serem boazinhas ou simpáticas a este ou àquele candidato. A maioria doava pensando no pós-eleições, esperando o retorno no capital investido. Por exemplo, uma grande empreiteira investia em uma candidatura (ou em mais) e em troca receberia benefícios posteriores. A negociata já era acertada para que após, o grupo vencedor das eleições, favorecesse, por meio de amarrados editais de licitação, a empreiteira que o apoiara.
A deflagração da Operação Lava Jato e a responsabilização dos envolvidos no vultoso esquema de corrupção sem dúvidas contribuíram para que as mudanças eleitorais acontecessem. O tempo de campanha, antes de 90 dias, agora para 45 também fez com que os gastos fossem reduzidos e a legislação mais rigorosa objetiva punir possíveis discrepâncias em relação à Lei. O eleitor, antes acostumado a vender o voto, vai se frustrar. Lembro-me de uma campanha publicitária que dizia: “voto não tem preço; tem consequência”. A prática do famigerado caixa 2 (aquele extra oficial não contabilizado) deve perder força, graças a atuação dos órgãos de fiscalização como o Ministério Público Eleitoral e coligações adversárias que não titubearão em oferecer denúncia à Justiça quanto aos que assim agirem.  Em um passado não muito distante era comum haver doações de dentaduras, cadeiras de rodas, cestas básicas e até de tanque cheio de combustível numa evidente troca dessas mercadorias pelo voto.
Com efeito, é preciso que haja maior conscientização por parte do eleitorado que quando vende o voto, comercializa a esperança de um futuro melhor tanto para si quanto para seus filhos e concidadãos. O Brasil é um país imenso e uma das economias em franca expansão no mundo. Só não estamos em situação melhor devido à má gestão dos recursos públicos. Urge votar bem, com consciência, elegendo os melhores para nos representar. A velha política de oferecer Pão e Circo (comida e diversão) para o povo não deve prosperar nestes novos tempos. Os munícipes anseiam por uma nova forma de fazer política. Talvez nem todos pensem assim, porém, há um clamor geral por pessoas de atitudes probas e gestos nobres que apliquem com eficácia o dinheiro público, promovendo ações que de fato repercutam na melhoria da qualidade de vida da coletividade. Esporte, Saúde, Educação, Agricultura, Administração, Viação e Obras, Meio Ambiente e tantas outras pastas precisam ser geridas por pessoas competentes e íntegras em suas ações, sobretudo com retidão de caráter e repeito à coisa pública.
A campanha eleitoral caminha para sua reta intermediária. Ainda há muito tempo para refletir e fazer a escolha. Prefeito e vereadores comprometidos com a causa coletiva é o que precisamos. Políticos desprovidos de interesses pessoais, que não se embriagam pelo poder, mas que o consideram como ferramenta sine qua non para efetuar ações que favoreçam a todos e não apenas seu grupo político o correligionários que dele fazem parte. Vamos instrumentalizar o voto em prol da coletividade, cobrando e exercendo a cidadania em sua plenitude.


""O que acontece na Petrobras acontece no Brasil inteiro, em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, hidrelétricas." (Sobre as denúncias de corrupção na estatal, em 02/02/2014) - Paulo Roberto Costa  ( ex-diretor de Abastecimento da Petrobras)

Fonte: Alex Fernandes França

 
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