Terça Feira, 12 de Dezembro de 2017
É domingo...


30/09/2016
Um momento importante na vida política das cidades brasileiras acontece neste domingo, onde serão escolhidos, democraticamente, por meio do voto, os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores que irão compor o executivo e o legislativo municipal. Acredita-se que o eleitor, em sua grande maioria, já tenha definido em quem votar.  Uma parcela menor do eleitorado deverá deixar a escolha para o último dia. Como se diz na gíria futebolística, “aos 45 do segundo tempo”. Tal situação se dá por dois pontos principais. Um deles é o tradicional “deixar tudo para a última hora”. Outro aspecto que corrobora para minha afirmação é a descrença que o brasileiro passou a nutrir pela classe política.

Falar em política quase que virou um tabu nos meios sociais. O filósofo grego Platão (427 a.C.-347 a.C.)  exerce dura crítica sobre aqueles que abominam a política. Assim ele disse: “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”.

A participação ativa da sociedade na política é necessária, para que ela sim componha um colegiado atuante na vigilância constante na satisfação plena dos anseios e necessidades do seu povo, cujo poder dele emana. Caso a sociedade recuse em exercer o seu verdadeiro papel, as oligarquias encontram ali, no descaso total com a política, terreno fértil para se estabelecerem.

Acompanho política desde 1982, quando, aos 08 anos de idade, assistia aos folclóricos e movimentados comícios que aconteciam em minha cidade. Lembro-me dos discursos inflamados do saudoso dr. João Urbano. Advogado dotado de voz grave, pausada e que levava os ouvintes a atentarem para suas propostas, tanto que seria eleito e governaria o município nos 06 anos seguintes (1982-1988).

O discurso político é algo que se perdeu ao longo dos anos. Ótimos oradores nos dias atuais é raridade.  Talvez o maior orador brasileiro tenha sido o controverso jornalista e político carioca Carlos Lacerda (1914-1977), algoz contundente do populista Presidente Getúlio Vargas (1882-1954). Uniu-se a militares intervencionistas e aos partidos oposicionistas (principalmente a UDN) num esforço conjunto para derrubar o presidente Vargas através de acusações que publicava em seu jornal, Tribuna da Imprensa. Seu discurso sem dúvidas era uma de suas  principais armas.  

Poder de eloquência à parte, o brasileiro precisa avaliar o perfil do candidato que quer para representá-lo. Uma campanha deve ser pautada em propostas realizáveis e que atendam a maior parcela possível dos cidadãos. Particularmente já fiz a minha escolha. A vida do candidato aos cargos em disputa deve servir de principal parâmetro para prospectar sobre como será sua forma de administrar a cidade. Aos legisladores, aplico a mesma ideologia. Precisamos de homens de ação. Gestores que tenham respeito ao erário, ao povo e às instituições. É tempo de escrever a história. Uma nova história. Um dos grandes ícones da revolução Bolchevique, Leon Trotsky (1879-1940)  nos incita a agir diante das situações que se apresentam: “ Aquele que se ajoelha diante do fato consumado não é capaz de enfrentar o futuro”. O futuro começa agora. O destino da cidade está em nossas mãos. ‘Vamos juntos, exercer a cidadania, votando com consciência, sem negociar o voto. Quem vende o voto, vende sonhos, comercializa o futuro da sua geração, prostitui o pleito. É importante escolher bem. O momento está chegando. No dia 02 de outubro, vote com a consciência. Que Deus nos abençoe!

 

“O maior crime que um cidadão pode cometer contra a sociedade e a justa democracia é a idolatria a seus lideres políticos” - Capuano Thiago

Fonte: Alex Fernandes França


 
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