Terça Feira, 12 de Dezembro de 2017
Editorial - 07.10.2016


07/10/2016
O partido que mais perdeu prefeituras nas eleições deste ano foi o PT. Já era de se esperar que este perdesse o comando de grande parte dos municípios que governara nos últimos anos. Foram eleitos 256 prefeitos no primeiro turno sendo que, a sigla comandará no máximo 263 cidades a partir de 2017, caso vença em alguns municípios em que estará na disputa do segundo turno. Só para se ter uma ideia, em 2012 o PT foi bem sucedido em 638 cidades. Uma queda vertiginosa em 2016.
Os escândalos de corrupção que envolveram a sigla, sobretudo os desdobramentos da Operação Lava Jato e o impeachment da presidente Dilma Rousseff somados à participação de caciques petistas nos vultuosos esquemas, sem dúvidas foram os principais pontos que justificam a perda de um expressivo número de prefeituras.
A ideologia de esquerda é funcional para alicerçar a chegada ao governo. A partir de então, tudo o que foi aprendido na filosofia marxista aplica-se ao povo para a manutenção da oligarquia esquerdista no poder, usufruindo das benesses do “Capital”, tão vilipendiado pelo pensamento socialista de Karl Marx. É fato que as políticas de esquerda são voltadas ao trabalhismo. Isto é inegável, porém, sem uma economia forte, estimulada por juros mais baixos e incentivos fiscais atraentes, a dita “classe dominante” se torna incapaz de gerar a prosperidade tanto para si, quanto para os que dela dependem. Com o enfraquecimento do capital e aumento nos juros, a desoneração dos bens e produtos torna-se uma faca de dois gumes: de um lado o governo perde receita (isto também  colaborou  que o governo Dilma aplicasse as ditas pedaladas fiscais) mas por outro aspecto, a indústria segue produzindo, movimentando o capital, fomentando o comércio que vê no estímulo ao  consumo, sua forma de sobrevivência. A cadeia produtiva precisa ser equacionada. É sabido que o governo não pode abrir mãos de receitas, a não ser que faça o enxugamento da máquina pública e isto pode retardar o crescimento do País. Os industriais, principais financiadores do impeachment (chamado golpe pela esquerda) representam a essência da ideologia de direita e tiveram que demitir maciçamente pois a ascensão do proletariado, a corrupção enraizada em vários segmentos do governo, a alta taxa de juros somadas à perda de competitividade para produtos importados, principalmente  oriundos da China por conta da alta do dólar são apenas alguns dos muitos  fatores que agravaram a crise econômica brasileira.
O isolamento político do PT e a dificuldade de articulação nas bases eleitorais será cada vez mais crescente daqui para frente.  A derrota de Fernando Haddad em São Paulo para João Dória reflete a tendência da volta dos governos de ideologia de Direita, nem tanto pela bandeira que empunham e sim porque o eleitorado ficou descontente com a forma com que os partidos vermelhos tem agido quando ascendem ao poder.  O neo liberalismo clássico volta ao poder com a missão de promover via seus métodos, o desenvolvimento econômico no estagnado país. Se não obtiver eficácia, o distanciamento entre ricos e pobres será cada vez maior. Até que ponto a não participação do estado na economia é permissível?
 

  • Sobre o Neo liberalismo: O neoliberalismo defende a pouca intervenção do governo no mercado de trabalho, a política de privatização de empresas estatais, a livre circulação de capitais internacionais e ênfase na globalização, a abertura da economia para a entrada de multinacionais, a adoção de medidas contra o protecionismo econômico, a diminuição dos impostos e tributos excessivos etc. Esta teoria econômica propõe a utilização de a implementação de políticas de oferta para aumentar a produtividade. Também indicavam uma forma essencial para melhorar a economia local e global era reduzir os preços e os salários.


 
“A desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição das riquezas; a vantagem do socialismo é a igual distribuição das misérias”- Winston Churchill (1874-1965)

Fonte: Alex Fernandes França

 
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