Terça Feira, 12 de Dezembro de 2017
Secretariado: escolher bem é fundamental


14/10/2016
 Tem início, nas ruas de Nova Esperança, as especulações sobre quais os nomes que serão apontados pela chapa vencedora nas eleições de 02 de outubro último.  A escolha caberá ao prefeito eleito Moacir Olivatti com participação de seu vice Rafael Kreling e, creio eu, de alguns expoentes do grupo político que o apoiara.  Moacir sempre mostrou firmeza em suas ações, sobretudo na vida particular até porque, a partir de janeiro é que debutará na vida pública, politicamente falando. 
Quais os parâmetros para uma boa escolha? Talvez o perfil técnico, específico para cada pasta seja o critério ideal para o bom desenvolvimento de uma gestão eficaz, já que cada nome escolhido será uma fatia da administração Olivatti.
Farei aqui uma analogia. Comparo o todo a uma fruta, uma grande “mexerica”. Cada gomo equivale a uma secretaria que precisa estar harmonicamente alinhada com as demais para que, a doçura do fruto, palatável ao público, prevaleça e  seja digerida a contento de todos.  A população vai mensurar a atuação de cada novo secretário escolhido e isto se dará com o andamento da gestão 2017/2020 que está prestes iniciar. Esta grande engrenagem que movimenta toda a máquina pública precisa atuar com eficiência para que, serviços prestados à população e obras de impacto na vida de cada um dos cidadãos, atendam de fato às necessidades de todos.
Conversando com um representante do Observatório Social de Nova Esperança fui informado de que o mesmo fará uma visita aos vereadores eleitos, após serem empossados. Na oportunidade destacarão que, independentemente de qual sigla tenham sido eleitos ou grupo políticos que façam parte, a aprovação de importantes projetos enviados pelo executivo municipal precisa ocorrer. Entendo que vereador não é propriedade de grupos políticos. Elegem-se participando de um, porém, passado o pleito, tornam-se funcionários do povo e é para este que precisam legislar. Não cabe ao vereador fazer pressões políticas ao prefeito na obtenção de benesses pessoais ou acomodar correligionários na máquina administrativa. Este joguinho vil e covarde não cabe mais nestes novos tempos.
Nem bem foram diplomados, os edis eleitos já começam a se articular mirando a presidência do legislativo municipal. O que se espera da futura mesa executiva é uma atitude digna e condução exemplar no trato dos temas propostos, seja pelo Executivo quanto por seus pares.
Um novo tempo se avizinha. Profundas mudanças na política nacional vêm ocorrendo e isto se verticalizou nos municípios. O anseio da comunidade é o da realização de uma boa gestão, em que os poderes constituídos harmonizem-se entre si quando o interesse coletivo assim o pedir. A independência entre estes devem sempre prevalecer.  Assim foi idealizado por Charles de Montesquieu (1689 – 1755) quando criou sua obra célebre intitulada “O espírito das leis” onde o referido pensador francês explorou a reformulação das instituições políticas em três poderes. Esta divisão foi a solução encontrada frente aos desmandos existentes no regime absolutista. Se eventualmente algum destes poderes se mostrar autoritário, a intervenção dos demais é fundamental.
 Nutram-se senhores vereadores das informações necessárias à boa condução do mandato ora lhes confiado. No tocante aos secretariados, que as escolhas sejam criteriosas, como acredito que serão. Os munícipes  anseiam por isto. O momento assim pede. Que Deus nos abençoe nesta nova etapa que se avizinha!


“A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios.” – Montesquieu (1689 – 1755)

Fonte: Alex Fernandes França

 
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