Terça Feira, 12 de Dezembro de 2017
Finados: dia de celebrar a vida


28/10/2016
Na próxima quarta-feira, 02 de novembro, é celebrado o Dia de Finados. Neste dia, milhares de pessoas em todo o Brasil tem o hábito de prestar suas homenagens aos mortos, seja acendendo velas, levando flores aos túmulos ou fazendo preces.  Tenho minhas concepções teológicas acerca de tais práticas.
O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica. Este costume foi trazido ao Brasil pelos portugueses.
Não existe nada de errado em lembrar-se dos entes ou amigos queridos já falecidos. Até aí, tudo bem. O momento em se lembrar da morte deve servir para, acima de tudo, refletir sobre a vida, que, aliás, diga-se de passagem, é bastante efêmera. Existe um texto nas Sagradas Escrituras, registrado em Hebreus Capítulo 9, versículo 27 que diz: “assim como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso, o juízo”. Todos nós, independentemente da classe social, cor ou raça, passaremos pela morte. Uma só vez, é fato fundamentado no texto acima citado.
Charlie Chaplin, gênio do cinema mudo define bem o que é a nossa passagem por aqui. Segundo ele, “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
O Rei Salomão, conhecido por sua imensa sabedoria, dá  o seguinte conselho no seu livro de Eclesiastes 7:2: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir a casa onde há banquete; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”. Homens poderosos passaram por esta vida. Conquistaram impérios, se deliciaram com banquetes, tiveram fama, honra, poder e glória.
“Diz o tolo em seu coração: Deus não existe”!
Salmos 53:1. Ledo engano. Chegará um dia em que todos nós chegaremos diante do grande tribunal. E o que teremos a apresentar? O discíipulo de Cristo, João escreveu  em Apocalipse 14:13 – “Felizes são os mortos que descansaram no Senhor…” ou seja; durante a vida tomaram a decisão por aceitar o plano da salvação. 
Lucas 12, 19 e 20 assim diz: “E direi a minha alma: Alma tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.
Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”. Vivemos dias trabalhosos.O homem se tornou lobo do próprio homem. Vive-se em busca do ter em detrimento do ser. A essência verdadeira que é o amor mútuo, compaixão e misericórdia deu lugar à ganância, sede pelo poder e desejo de vingança.
A democratização da morte se evidencia quando avistamos, no cemitério, tumulos em que pessoas das mais variadas idades estão ali sepultadas. Jovens e velhos, ricos e pobres, negros e brancos, a morte ceifa a todos. Um evangelista certa vez disse que cada um de nós está com uma senha na mão, esperando ser chamado. Independente de saber o dia e a hora, é fato que um dia partiremos para a eternidade. E o que temos preparado quando este dia chegar? Se te faz bem visitar seus entes queridos, faça. Analise sua vida. Tire exemplos. Faça uma profunda reflexão. Que nossos dias aqui nesta terra façam valer à pena. “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.
Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” (Eclesiastes 12:13-14)
 
“Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo” Jesus Cristo em Apocalipse 3:20.


Fonte: Alex Fernandes França

 
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