Segunda Feira, 24 de Setembro de 2018
Ultranacionalista no poder


11/11/2016
Os políticos tradicionais, que se profissionalizaram fazendo da sua condição de uma vez eleito, meio de se  “ganhar a vida”, estão com os dias contados, a a se observar o panorama final.  O anseio por mudanças foi visto não tão somente aqui em terras tupiniquins quanto na nação Yanke.  Hillary Clinton, mulher do ex-presidente norte americano Bill Clinton, que foi o 42º presidente do país com dois mandatos (1993 a 2001) acabou sendo derrotada pelo fanfarrão multibilionário Donald Trump. Nem o mais pessimista eleitor de Hillary poderia imaginar que isto pudesse ocorrer.  É a vitória dos republicanos contra os democratas em uma eleição cheia de surpresas.
A eleição de Trump não foi muito bem vista pelo resto do mundo, que teme por seu ultranacionalismo e discurso populista, xenófobo e contra o sistema. Com esta faceta xenofóbica, o presidente recém-eleito deverá endurecer na queda de braço contra os imigrantes, principalmente os latinos.
O que esperar de Donald Trump? Esta questão ainda é uma incógnita de difícil resposta. Sua forma espalhafatosa, seu radicalismo social e sua orientação extremada de visão direitista causam pavor e temor ao planeta. Não foi desta vez que os Estados Unidos da América viram ascender à Casa Branca a primeira mulher eleita no país. 
Seu sobrenome e os históricos de escândalos do seu marido Bill, teriam pesado? Um aspecto isolado não pode servir de parâmetro para sacramentar as razões de uma derrota. A ruptura com a tradição democrática nos Estados Unidos e a caça às ditas “minorias”, principalmente as étnicas, deverão dar o tom do próximo governo.
 Maior potencia econômica mundial, os Estados Unidos da América viverá um período de incertezas, sentimento compartilhado pelas demais nações do planeta.  Os trabalhadores brancos norte americanos viram em Trump alguém capaz de mudar sua condição de vida e enxergam nele um líder capaz de promover a segregação racial,  tão apregoada em sua campanha. Os latinos são a bola da vez.
 Se no Brasil o trabalhismo está ligado à uma visão de esquerda, nos EUA esta premissa não ocorre, pois as correntes socialistas/comunistas por lá não prosperam. A Guerra Fria (1945-1991) , batalha ideológica travada entre norte-americanos (capitalismo) e os Soviéticos (Comunistas) foi um evento que corroborou para a formação desta cultura pró-capital nos Estados Unidos aliás, diga-se de passagem, não poderia ser diferente.
 O ultranacionalismo não é bem visto por outros povos. O que poderá advir de Trump? 
Outro famoso ultranacionalista que gerou pavor mundial, com exceção aos países do eixo do mal (Itália, Japão e Alemanha) foi o nazista Adolf Hitler (1889-1945), um dos homens mais cruéis da história da humanidade a quem são creditadas mais de 6 milhões de mortes, somente de judeus.
 A segregação defendida por Hitler em prol do que chamou de raça ariana em detrimento aos semitas foi a mola propulsora para que suas ideias, escritas em seu livro Mein Kampf, se encorpassem  em meio de seu povo.
Trump nutrirá pelos latinos ódio similar ao de Hitler pelos judeus?  Há quem acredite em tal hipótese.  
Dá pra se esperar algo muito diferente de um ultranacionalista? Uma nova história começa a ser escrita.   Seremos testemunhas oculares  dela.
 
"Durante a Guerra Fria, tínhamos um teste ideológico. É tempo de desenvolver um novo teste para as ameaças que enfrentamos atualmente. Eu chamo-lhe seleção extrema [de imigrantes]" – Donald Trump


Fonte: Alex Fernandes França

 
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