Terça Feira, 12 de Dezembro de 2017
Fato ou boato: até onde vai a credibilidade das redes sociais?


27/01/2017
O avanço da tecnologia proporcionou o crescimento do uso das redes sociais. Ferramenta importante para aproximar os que estão longe, acaba sendo extremamente eficaz para distanciar os que perto estão. No mundo atual, as notícias correm muito rapidamente. Nem bem o evento acontecera para que em seguida as informações (correspondam ou não estas à realidade dos fatos) corram rapidamente. 
Com smartphones em mãos, as pessoas já começam a filmar e a fotografar a ocorrência. Sem quaisquer informações precisas sobre o evento, quase sempre uma tragédia, passam a compartilhar o conteúdo coletado, até de maneira irresponsável. Quem nunca recebeu as imagens de um acidente de trânsito, com a vítima sendo exposta sem quaisquer respeito à sua memória ou ao sentimento dos familiares? Registrar imagens é fácil. Difícil é desenrolar o novelo e gerar a informação com a precisão que o fato exige. O respeito às pessoas e a fidelidade à ocorrência é pressuposto básico para que a notícia seja fiel ao evento gerador e imparcial na forma com que é abordada, respeitando as partes envolvidas.
Uma situação que vem acontecendo com grande frequência é a propagação de notícias falsas nas redes sociais. Esta semana correu o boato maldoso sobre uma fuga de 20 presos, que teriam escapado da Cadeia Pública de Nova Esperança. Rapidamente esta informação foi compartilhada nos grupos de whatsapp. No áudio uma mulher alertava sobre o “acontecido”. Segundo a voz, “os fugitivos estavam armados, roubando carros e pertences das vítimas”.  Quem faz este tipo de comunicado presta um desserviço à população. Gera pavor e medo. Cria um clima de insegurança, cuja sensação demora a passar. Quem espalha este tipo de notícia usa de má fé e merece ser punido.
A dependência tecnológica da pessoa faz com que esta deixe de analisar com inteligência as notícias veiculadas. Você acredita que algum fugitivo ficaria no reduto em que cumpre a pena? Alguém que foge de uma cadeia iria dar chance pro azar e ficar na mesma cidade, sob o risco de ser recapturado pela equipe da Polícia? Qual criminoso escapa de uma prisão e logo já estaria portando armas de grosso calibre? Quando agimos racionalmente, as evidências ficam mais claras.
A credibilidade das redes sociais é colocada em cheque quando temas desta natureza surgem. Perfis falsos difamatórios e boatos que se espalham mostram a vulnerabilidade destes meios. Atribuir confiabilidade ao conteúdo veiculado é algo para se avaliar. Vamos agir com raciocínio, usando de inteligência emocional para que não sejamos engodados pela falsa mídia. Que Deus nos abençoe!
 
“Mesmo diante de todas as adversidades, devemos manter o equilíbrio, ter inteligência emocional e agradecer sempre pelo aprendizado”- Sérgio Lumas

Fonte: Alex Fernandes França

 
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