Terça Feira, 12 de Dezembro de 2017
Que comecem os trabalhos...


10/02/2017
Teve início esta semana os trabalhos legislativos da nova Câmara de Vereadores. A comunidade vive a expectativa sobre como será a atuação de cada parlamentar no decorrer do mandato. Há duas semanas participei de uma reunião promovida pelo Observatório Social de Nova Esperança onde foram expostos os desempenhos de cada um dos nove vereadores da legislatura anterior. Por meio de números e gráficos foram demonstradas as atuações de cada edil.
O ONESP destacou que considera baixa a produção legislativa no período, com a apresentação de pouquíssimos Projetos de Leis e requerimentos que quase sempre nunca eram atendidos pelo Executivo Municipal.
Paira sobre a sociedade uma grande desconfiança em relação à classe política que ficou deveras desgastada por conta dos escândalos de corrupção dos últimos anos. Para os munícipes torna-se difícil separar o joio do trigo.  Não podemos generalizar e transferir uma indignação nacional para o contexto político local, mas isto em via de regra se verticaliza. É o momento de compor uma mistura heterogênea. Como a água e o óleo quando colocados em um copo, a diferença entre os elementos é visível e amplamente perceptível. Este deve ser o nosso olhar para os políticos que nos representam. Ademais urge romper com as amarras do revanchismo político, principalmente no momento em que a população é a única que de fato deve se beneficiar da atuação de cada um dos eleitos.
Os munícipes querem uma Câmara atuante, preocupada com os anseios da coletividade. Em todos estes anos que acompanho a política local, vi muitas coisas. Algumas boas, a maioria ruim. Vereador pressionando prefeito em busca de receber algo em troca: benesses financeiras ou cargo para correligionários e parentes foram algumas das vis moedas historicamente usadas no toma lá dá cá da política. Isso é nojento. Prostitui a classe e engessa a gestão municipal. Espero, sinceramente, como cidadão que sou, que os vereadores que ora inauguram o ano legislativo tenham ética, decência e moralidade, como por muitos já demonstrados em sua vida particular. Extrato da própria sociedade, a vereança deve zelar por ela e honrar os votos recebidos democraticamente nas urnas em outubro último. Creio na motivação do prefeito Moacir Olivatti (PPS) e do presidente do legislativo municipal Dirceu Trevisan (PSC) em estabelecer uma boa parceria em prol de nossa gente. Projetos bons devem ser apreciados e aprovados. O que ferir o interesse público deve ser rechaçado pela maioria dos votantes e barrado nas comissões legislativas, principalmente na de Constituição e Justiça.
O fortalecimento das associações e conselhos é crucial para dar voz e vez às localidades e segmentos sociais. Nova Esperança deu um salto importantíssimo em cidadania ao criar um Observatório Social. O executivo tem se mostrado simpático à ideia de ter essa, que considero uma espécie de “assessoria gratuita”.
Ao viabilizar a criação de um espaço para o almoxarifado central, o município transmite a mensagem de que não vai tolerar desvios de mercadorias ou compra de “gato por lebre”, ou seja, pagar por um produto e receber outro de marca ou qualidade inferior. Quando se envolve corrupção e favorecimentos ilícitos, não existem medidas impopulares. Impopular mesmo é alguém se aproveitar da estrutura pública para dela extrair vantagens pessoais. Que Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, ilumine, dando graça, paz e sabedoria a cada um dos nossos representantes.
 
O que destrói a humanidade?
Política, sem princípios;
Prazer, sem compromisso;
Riqueza sem trabalho;
Sabedoria sem caráter;
Negócios sem moral;
Ciência sem humanidade;
Oração sem caridade.

Mahatma Gandhi (1869-1948)

Fonte: Alex Fernandes França

 
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