Terça Feira, 12 de Dezembro de 2017
Chega de violência


17/02/2017
Infelizmente a onda de violência, antes praticamente exclusiva aos grandes centros, chegou às cidades pequenas. Sequer a zona rural tem escapado dos ataques dos marginais. Antes refúgio de lazer, as chácaras se tornaram um dos alvos preferidos dos assaltantes. Estes lugares ermos, num passado bem próximo eram considerados bem tranquilos.  Hoje, nem dentro da própria residência o cidadão está protegido.  Os assaltos vêm aumentando a cada dia que passa. Postos de combustíveis, residências e lojas foram alguns dos alvos mais recentes destes marginais.
A banalização da vida é outro aspecto que envolve a criminalidade. Correu rapidamente esta semana a informação dando conta de um senhor, que havia saído de sua casa pra arejar a mente e dar um passeio à noite, fora covardemente assassinado. Segundo consta, pessoas em uma motocicleta fizeram a abordagem ao idoso, pedindo que este entregasse o celular. Os marginais, entendendo uma suposta recusa do senhor, atiraram em sua cabeça, que não resistindo, veio a óbito. O que antes era apenas uma sensação de insegurança vem ganhando corpo a cada instante que passa. A população vive em pânico. Os pais já não confiam em deixar seus filhos saírem à noite. Desarmado, o povo se tornou alvo fácil da ação dos marginais.
Um ingrediente extremamente maléfico é, indubitavelmente, o consumo de drogas. Com a mente cada vez mais entorpecida, os marginais perdem a dimensão dos desdobramentos de seus atos. A droga gera o furto. A violência e o caos se instalam em uma interminável corrente.
A Educação ao lado do Esporte são importantes e eficazes ferramentas de inserção social. O ditado diz que “cabeça vazia, oficina do diabo”. Precisamos garantir aos jovens, principalmente aqueles mais carentes, o acesso a estes meios.  Com as Polícias Civil e Militar agindo investigativamente e ostensivamente e estas ferramentas acima citadas postas em prática, há de se diminuir as ocorrências significativamente.
A natureza consumista da sociedade e o apelo da mídia em que o “ter” é mais importante do que o “ser” acaba gerando pessoas individualistas, ansiosas e prepotentes. Urge voltar aos reais valores, aqueles que mais importam. A família está dispersa. Os pais em busca de seus interesses pessoais estão perdendo o vínculo da afetividade e respeito para  com seus filhos. Fecham o canal de comunicação com eles que buscam em outras pessoas, muitas más,  a aceitação almejada.  As redes sociais estão aproximando os que estão longe, mas, infelizmente distanciando os que perto estão.
Quero aqui mencionar o texto bíblico a seguir: “...Senhor, para quem iremos? Só tu tens as palavras de vida eterna” (João 6:68). Esta passagem da Bíblia Sagrada nos leva a refletir sobre o que mais importa. As palavras de Jesus eram de fato “de vida eterna”. Palavras de paz, consolo, sabedoria e esperança. Precisamos crer que um mundo melhor é possível. Isto se faz com a mudança de mente da sociedade. Eleger um ou outro culpado neste momento é leviano. A família desestruturada gera o caos na sociedade, pois ela é sua “célula mater”.  A cidade está estarrecida. O povo, triste e inseguro, clama por paz. Que dias melhores cheguem e a mudança, quem sabe, comece por nós.
 

“Um homem nunca deve negligenciar a sua família pelos negócios” -  Walt Disney (1901-1966)

Fonte: Alex Fernandes França


 
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