Terça Feira, 12 de Dezembro de 2017
O progresso pede passagem


31/03/2017
A duplicação da BR 376 está indo em ritmo acelerado. Também chamada “Rodovia do Café”, liga o noroeste ao litoral e leva este nome por conta de ser este trajeto, o principal tronco de escoamento da safra do café para exportação, época em que a cultura cafeeira era a principal na economia do estado do Paraná. Com a forte geada de 1975 que dizimou grande parte dos cafezais do Paraná, outras culturas vieram, mas a Rodovia do Café nunca perdeu sua importância, pois é via de acesso à capital e passa por entroncamentos que ligam a importantes estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo. Veículos leves ou cargas pesadas, sobretudo a produção brasileira com destino ao porto de Paranaguá, quase que obrigatoriamente trafegam pela BR 376. O movimento intenso e os constantes acidentes aliados à demora no escoamento da produção e ao significativo aumento da frota brasileira obrigaram a se efetuar sua duplicação, prevista inclusive nos contratos de concessão das rodovias do Paraná. 
Durante as obras, muitos acidentes aconteceram nos últimos anos por motivos os mais variados: sinalização ineficiente, mudança brusca no traçado da pista e imprudência dos motoristas são algumas das causas.
Com o andamento das obras, muitos questionamentos são feitos, haja vista que as distâncias são “encurtadas” até centros maiores como, por exemplo, Maringá. Há os que acreditam que o comércio será prejudicado com a fuga de compradores para outras cidades. Outro fator também diz respeito à rodovia passar no perímetro urbano em um nível muito abaixo do terreno normal, com cerca de 8 a 10 metros de profundidade em relação ao plano natural dos Parques Industriais que margeiam a BR.

Mas existe outra parcela da população que acredita ser a duplicação portadora do progresso por onde passa. Incluo-me no grupo dos que assim pensam. Grandes empresas, uma vez os municípios contemplados pela duplicação ofereçam incentivos, podem ser atraídas para ali se instalarem, muito por conta da facilidade de logística no escoamento da produção. Com efeito, a intensidade do tráfego pesado será atenuada pela existência de duas pistas de cada lado, propiciando mais agilidade nos processos que a trafegabilidade e eficiência da entrega exigem.  

A estimativa é que as obras de duplicação entre Mandaguaçu e Paranavaí beneficiem diretamente mais de 550 mil moradores dos municípios de Paranavaí, Alto Paraná, Nova Esperança, Presidente Castelo Branco, Mandaguaçu e Maringá. 

Situações particulares e pontuais evidentemente que não podem frear o desenvolvimento. O interesse coletivo deve sempre sobrepujar os anseios da minoria. É assim que se baseia o principio da democracia, concebida esta  na Grécia antiga.
A rentabilidade operacional na circulação de riquezas e as garantia de segurança aos motoristas de veículos menores por si só já justificam os investimentos feitos e as adaptações a serem efetuadas por alguns setores que por ora se julgam prejudicados pelo progresso que insiste em passar e, portanto,  não pode parar. Sigo crendo que a duplicação vai gerar  mais progresso para a região, uma vez que a  infraestrutura contribui para um desenvolvimento mais acentuado, para a atração de investimentos que geram riquezas e empregos para a população. Que Deus nos abençoe!
 
“O progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada”. George Bernard Shaw (1856-1950) - Dramaturgo e romancista irlandês. Prêmio Nobel de Literatura em 1925.

Fonte: Alex Fernandes França


 
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