Segunda Feira, 24 de Setembro de 2018
Cidadania e justiça


17/04/2017
Teve início esta semana à 2ª edição denominado Projeto Justiça e Cidadania também se aprendem na escola. Este ano o Projeto estará voltado também para a inserção no meio escolar de exemplos de vida transformadores de realidades sociais.
É sabido que muitos, sejam adultos ou crianças, se escoram no contexto social em que foram gerados para justificar, via de regra, a vida toda, os fracassos e revezes sofridos. Atribuem, portanto culpa ao destino ou às dificuldades no seio familiar, com vínculos enfraquecidos pelos mais variados fatores, como por exemplo, pobreza, vícios dos pais (dependência química e alcoolismo), falta de oportunidades na vida, entre outros. É fato que estas situações podem gerar um desvirtuamento da conduta, ofuscando portanto,  a visão de um universo pessoal melhor e consequentemente de  um futuro melhor. Em meio a tantas dificuldades entra um fator importante: “resiliência” – pequenina palavra que fora inicialmente empregada na Física e que ganhou importância ao definir a capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou mudanças repentinas e radicais. Todos os dias somos colocados à prova e dificuldades se apresentam em nosso viver. Vencer obstáculos e se superar a cada dia é o lema.
O Programa foi formatado pela AMB – Associação dos Magistrados Brasileiros  e encabeçado na cidade pela drª Ana Lucia Penhalbel Moraes, titular do Juizado Especial Cível busca conscientizar professores e alunos, alcançando também pais e responsáveis sobre direitos e deveres, como exercê-los, informando a estrutura do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais serviços judiciários.
A sociedade carece de exemplos positivos e a realidade brasileira, com raras exceções, caminha na contramão do que é reto. íntegro e probo. O conceito de o brasileiro dar para tudo um “jeitinho” precisa se desincorporar da nossa cultura. O que é certo é o que deve ser feito e isso por si só já basta.
 Recentemente escrevi um editorial que foi publicado neste periódico sob o título: A corrupção e sua raiz no Brasil Colônia. Na ocasião promovi uma reflexão sobre o conturbado momento econômico e político em que vivemos, onde impera a escassez de exemplos positivos. Existe um descontentamento generalizado do povo por conta dos escândalos de corrupção, mal que assola este país desde os tempos do Brasil Colônia.  Logo no descobrimento do Brasil, a coroa portuguesa não queria viver aqui, mas também não estava disposta a abrir mão de um país de extensões continentais. O que fez então? Delegou a função administrativa a outras pessoas, em ocupar a terra, organizando as instituições por aqui.   O fidalgo português não viria para um país estranho sem quaisquer vantagens. Para que isto ocorresse, a coroa teve que agir de maneira permissiva: “Tudo pode, tudo está liberado”. Separados pelo Oceano Atlântico, o cenário propício para corrupção estava desenhado. A ideia de poder se associava à pessoa. Mesmo que a corrupção não seja um flagelo apenas do Brasil, a formação política e cultural se formou em torno dela. A corrupção atual tem relação direta com as nossas raízes coloniais e encontrou aqui, a partir do seu litoral até adentrar nos mais longínquos rincões, terreno fértil para se alastrar.  A escória de Portugal composta por marginais de todas as espécies, também estava entre os que aqui vieram tentar uma nova vida, mas com o mal da corrupção enraizado em suas sórdidas maneiras de viver.
Há jeito para o Brasil? Acredito que sim. Através de uma formação de uma nova identidade como povo e uma radical mudança cultural na maneira como se encara a vida, exista sim, jeito de transformar este quadro. Vamos começar em nós e servir de estímulos positivos às crianças e adolescentes de hoje, que no futuro vão ocupar os mais diversos cargos e funções na sociedade. Elementos da pedagogia e bons exemplos de superação são a base do Projeto. Que Deus nos abençoe!
 
"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda." – Paulo Freire (1921-1997) 

Fonte: Alex Fernandes França

 
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