Terça Feira, 12 de Dezembro de 2017
Até onde vai a credibilidade das redes sociais?


15/05/2017
Duas situações pontuais ocorridas semana passada me levaram a refletir sobre a credibilidade das redes sociais. Como instrumento de diversão, lazer e reencontros, não deixam de ter algum valor. Mas quando extrapola esta esfera, o sinal de alerta deve ser aceso.
A primeira situação que quero aqui relatar surgiu após uma pessoa conhecida em nossa comunidade ter postado uma foto em que aparentemente estaria tomando soro em um hospital. Tal evento se dera à noite. Já na manhã de quinta-feira (11) vários comentários na página desta pessoa no Facebook surgiram em tom de despedida. Um clima de luto tomou conta da rede e tudo, na verdade, não passara de uma brincadeira de profundo mau gosto.
Particularmente não tenho conta no Facebook.  Sigo o Instagran (@alexfernandesfrança), por achar que a privacidade, neste espaço, é um pouco mais respeitada e isso considero bom. Com efeito, a exposição demasiada em uma rede social acaba perdendo a real essência. 
Outro caso envolto em calúnias e difamações contra políticos e um empresário da cidade causa náuseas pela forma vil e baixa como foi arquitetada. O senhor “Antonio Esperança”, pseudônimo do covarde que se escondeu sob o manto da obscuridade e anonimato, vem sendo desmascarado. Diz o velho ditado que “a esperança é a última que morre”. Paradoxalmente à alcunha do caluniador anônimo, caminha a esperança da sociedade e dos difamados que a justiça será feita.
Um quebra cabeças começou a ser desmontado. A primeira peça do jogo de dominó foi tocada. Existirão as peças subsequentes ou o caso se encerrará no entorno de um único Antonio?  Ironia utilizar sobrenome Esperança. Em tempos que a sociedade tem agido sob total repulsa a condutas e atitudes reprováveis, este, que sugere ser um qualificativo se desconstrói na medida em que seus propósitos vis são alçados.
As pessoas estão cegas ao mundo que as cerca a triste narrativa a seguir ilustra bem isso. Enquanto uma idosa de 70 anos, de nome Yolanda era atacada por um cão da raça Pitbull, os transeuntes, ao invés de ajudar a pobre senhora, trataram logo de ligar as câmeras de seus smartphones e registrar a triste cena. Graças a um senhor que pegou um pedaço de madeira e passou então a desferir golpes contra o animal, foi possível salvá-la. A vida está relativizada. O importante, segundo esta geração, é sair bem na foto em busca de ficar bem na rede e obter inúmeras curtidas de quem está longe. Infelizmente parte das pessoas perdeu a real essência da vida que envolve  os valores Cristãos, éticos e morais. Por coisas insignificantes deixam à mercê da sorte seus semelhantes que perto estão.
O cognominado Antonio Esperança e eventuais comparsas terá (ão) que se explicar. O jovem de nossa cidade, muito embora tenha sido divulgada sua morte, definitivamente, não morreu. Pelo que sei, está bem, diga-se de passagem. A Dona Yolanda, hospitalizada que está, carece das nossas orações e de todo o apoio possível. Desconecte-se mais do virtual e seja bem vindo ao mundo real, afinal de contas, é aqui que vivemos!
 
“Sei que a internet democratiza, dando acesso a todos para se expressar. Mas a democracia também libera a idiotia. Deviam inventar um "antispam" para bobagens” -  Arnaldo Jabor

Fonte: Alex Fernandes França

 
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