Sexta Feira, 24 de Novembro de 2017
Ódio ideológico


28/07/2017

O Brasil se vê às voltas com o ódio ideológico, onde tanto o empresariado quanto aos que empunham a luta das classes – direita e esquerda respectivamente vivem se digladiando. O capital especulativo, que vive da desoneração alheia, deve sim ser rechaçado.  Como também devem aqueles que, sob o manto da dita representatividade, exploram a classe que dizem defender e caminham na contramão daquilo que defendem – a real luta trabalhista. Discursos irreais de que todos “os patrões exploram seus funcionários” ou que a esquerda tem “parte com o demônio” são as pechas que dão o tom ideal ao ódio a cada uma dessas classes. O trabalhismo deve ter sim sua representatividade assim como o capital, fundamental neste modelo, precisa ser estimulado. A economia brasileira encolheu em relação aos demais países da América Latina – salvo talvez a capengante Venezuela.

A exploração do capital em face da mão de obra é algo real, mas se você observar, de acordo com dados do Sebrae que apontam 58% dos nossos empreendedores estão entre a baixa renda, sobrevivendo com menos de 2 salários mínimos. Quase 2 milhões de empresas fecharam as portas nos últimos anos sendo inúmeras em Nova Esperança, deixando os trabalhadores sem emprego.

Cerca de 32% das micro e pequenas  empresas brasileiras destinam mais de 30% de seus faturamentos para o pagamento de impostos, gerando grande discrepância entre o que o governo arrecada e o que efetivamente constitui-se em lucro e pró labore de seus donos.

A classe política brasileira é a grande sanguessuga das receitas. Existem maus empresários como também são maus vários sindicalistas, o que demonstra que, o fator sociológico, em que a cultura da desonestidade é predominante, é revelador, denuncia  escancaradamente  nossas grandes mazelas.

O Brasil está dividido. Cada qual procurando empunhar uma bandeira: Capital x Trabalho – o eterno dilema. Uma nação próspera e boa pra se viver é onde seu povo está feliz e, definitivamente, nem os de esquerda ou direita estão, pois o caos foi instalado por meio de golpes e mais golpes, aliás, nisto somos campeões. Inauguramos com a Revolução de 1930 com o fim da política do café com leite e a chegada do populista Getúlio Vargas (1882-1954) ao Poder, que novamente rasgaria a constituição com o Plano Cohen de 1937 sob o manto do perigo comunista ao Brasil, reflexo da intentona de 1935 capitaneada entre muitos pelo lendário Luiz Carlos Prestes (1898-1990) e sua eterna Olga Benário (1908-1942).

Em 1932 tivemos a Revolução Constitucionalista. Novamente o País dividido. Em 1964, sob novamente o manto de que João Goulart (1918-1976) “Jango” implantaria o comunismo no Brasil (note-se que estávamos no auge da Guerra Fria) acharam uma maneira de tirarem o poder de um governo legítimo. Em 1992 Fernando Collor de Mello sofreria o impeachment, este sim merecidamente e bem fundamentado. Diferentemente ocorreria com Dilma Rousseff no ano passado, por conta das ditas “pedaladas” fiscais o que muitos apontam como algo até então rotineiro entre os sucessivos governos e também a edição de decretos para a abertura de crédito sem a autorização do Congresso.

 Agora temos que assistir os escândalos do governo atual, citado pelo empresário da JBS Joesley Batista em caso de corrupção e evidente tentativa de segurar possíveis declarações bombásticas de Eduardo Cunha; “tem que manter isso”, disse Temer a uma das afirmativas de Joesley de que a situação de Cunha estaria “sob controle”.

Sejam de esquerda ou direita, corruptos envolvidos na Operação Lava Jato devem ser sumariamente condenados e pagar pelo mal que fizeram à nação, sobretudo na esfera econômica. Somos brasileiros acima de tudo. Timbres e cores não nos definem. A nacionalidade e o anseio por um país melhor, sim!

 

“O melhor catalisador para o emburrecimento é o apego incondicional a uma ideologia política” - Márcio Arnaldo Borges

Fonte: Alex Fernandes França


 
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