Segunda Feira, 24 de Setembro de 2018
O ano que queremos...


12/01/2018

Não restam dúvidas que 2017 foi um ano difícil para a maioria dos brasileiros. A instabilidade econômica, atrelada à crise política que se instalou no Brasil corroborou para que um panorama negativo se efetivasse. Nem bem entramos em 2018 e nota-se que o misto de pessimismo e realismo que nortearam o ano passado dá pistas de querer ir embora.
Para que as coisas voltem a caminhar, o discurso de crise seja no âmbito da família quanto das instituições públicas (e isto inclui governos) precisa mudar.
Alguém já disse “é tempo de levantar a cabeça e marchar. Aquilo que nos prendia já não nos domina mais”. Frase simples, porém cheia de lições. Fora a parte o grande flagelo que nos assola desde os tempos do Brasil Colônia, a corrupção, há que se acreditar que as coisas vão voltar a avançar. Sair do marasmo em que o país mergulhou é condição sine qua non para que voltemos à retomada do crescimento.
Quem estudou História, se recorda da grande crise de 1929, chamada de “A grande depressão econômica” onde houve a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, cujos valores das ações caíram drasticamente. Esta foi considerada a pior crise de todos os tempos.
O que dizer do Japão, país que se levantou no pós-guerra (1939-1945), investiu em Educação e tecnologia, se transformando numa superpotência?
Os dicionaristas definem como resiliência, palavra estranha aplicada também na física, como sendo a “capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças”. Nesta matéria, nós brasileiros damos de goleada nos norte-americanos e Japoneses, haja vista serem nossos revezes sofridos mais constantes. Viver em terras tupiniquins é arte pra poucos, amigo!
Em 2018, além da Copa do Mundo, teremos eleições. Estes eventos ajudam a criar uma atmosfera diferente. Às vezes o que nos falta é mudar o foco. Tirar os olhos dos problemas e, com resiliência, mudar atitudes e nos reinventar.
Adentramos em uma estrada chamada 2018. Mais do que nos preocupar com o destino final, o que vale é contemplar a paisagem e que nossa viagem tenha valido à pena. O tempo é este.
Mário Quintana (1906-1994), célebre poeta gaúcho compara nossa trajetória a uma viagem de trem, recheada de embarques e desembarques rumo à estação final. “Façamos com que nossa viagem tenha valido à pena”, pondera o autor.
Vamos juntos construir o país e a cidade que queremos. A viagem está marcada. O trem já está pronto. O grande maquinista, Deus, estará a nos guiar. O resto é conosco!

 

“...Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas, porém, jamais retornos. Façamos essa viagem então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os outros passageiros, procurando em cada um deles o que tiverem de melhor, lembrando sempre quem algum momento eles poderão fraquejar e precisaremos entender..” – trecho de A Viagem de Trem – Mário Quintana (1906-1994)

Fonte: Alex Fernandes França


 
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