Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
::: NA POLÍTICA MUNICIPAL, “QUEM FICA EM PÉ”?


29/06/2012
Confesso que não sou fã do apresentador de TV José Luiz Datena, da Band, porém admito que o seu novo programa “Quem fica em pé” é no mínimo interessante. O jogo, que testa os conhecimentos gerais é imprevisível e capaz de fazer qualquer um perder o chão quando comete algum erro. Um concorrente enfrenta 10 desafiantes e quem é eliminado cai direto em um buraco. O participante precisa vencer a corrida contra o relógio, as perguntas e todos seus oponentes, ficando em pé até o final, para levar o sonhado prêmio de R$ 100 mil. Algo interessante no quadro é que, no momento em que erra a pergunta e portanto, estás prestes a ser derrubado, o apresentador incumbe-se da tarefa de distrair o candidato e no momento em que este menos espera “tchubum”... Abre-se o fundo falso do piso e este vai diretamente para um buraco, no porão da emissora, sumindo, portanto das vistas dos outros participantes e do público telespectador.
No universo político local, o quadro “Quem fica em pé” é uma espécie de prefiguração do que vem acontecendo em Nova Esperança, com o detalhe é que muitas vezes o “eliminado” ganha uma sobrevida e volta aos holofotes da política. Basta ver a alternância de comando no PSDB local. O que se percebe é que ambas as facções do partido dão como certa suas respectivas pretensões. Por um lado, o grupo de Jr. Moser, que busca judicialmente a garantia do mando no diretório municipal do Partido. Do outro lado, o grupo liderado por Eduardo Pasquini, que tem a nível lideranças do diretório estadual, como por exemplo o Presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni dentre outros, o respaldo para garantir a sua candidatura. Já surgem apostas sobre o que vai prevalecer... As vias judiciais ou as decisões do Diretório Estaduais. São vertentes distintas que visam caminhar para um mesmo objetivo: Definir a quem será dada a condição de candidatar-se via convenções, que vão acontecendo e novos fatos surgindo a todo o momento, seja em nível das esferas partidárias ou judiciais, que se antagonizam neste momento, o que sem dúvida causa um clima de tensão, desconfiança e ao mesmo tempo de ansiedade tanto aos eleitores em geral quanto aos articulistas políticos de plantão.
Na política as coisas podem sempre mudar, mas para que isto ocorra, demanda prazo e articulações nas mais variadas esferas. Correndo por fora, surge o nome do empresário e ex-prefeito Silvio Chaves (PMDB) numa eventual impossibilidade de Junior Moser não ser mesmo o candidato pelo PSDB. Silvio, como muita gente sabe, é cunhado de Moser e talvez o nome de maior expressão dentro do PMDB, já que foi prefeito entre 1993/1996 e sempre participou direta ou indiretamente da política local. Resta saber se a atual administração, que tem compromisso político com Júnior Moser para fazê-lo Prefeito, transferirá seu apoio a Silvio Chaves para a disputa do pleito. Talvez esteja aí o grande imbróglio que só o tempo nos dará a resposta.
Enquanto todas essas demandas se desenrolam, Moacir Olivatti, filiado ao PPS e que já foi candidato a prefeito em 2004, continua fazendo o seu trabalho estilo “formiguinha”, costurando acordos e colocando o seu nome para a apreciação popular. Ele mesmo declara isto, mas esta definição como se diz na gíria futebolística deverá ocorrer apenas nos “45 min. do segundo tempo”, que é sábado, 30 de junho, prazo final para a realização das convenções partidárias. O que se ouve pela cidade é que ele vai de candidatura própria; tendo a Vera do PT como vice.
O arquiteto Rafael Kreling (PSDC), filho do ex-prefeito Ercílio Kreling, que governou Nova Esperança por duas ocasiões (1973 a 1977 e 1989 a 1992) também está no páreo. Fato é que, dentre todos estes nomes apresentados, deverão ocorrer composições. Cada um dos pré-candidatos vai construindo seus nomes individualmente para, no prazo final, juntarem-se a outras siglas formando seus respectivos blocos rumo às eleições de 07 de outubro. “Há quem almeje apenas ‘beliscar” uma vice-candidatura e já por si só sairá no “lucro”. Existe a expectativa também quanto aos candidatos a vereadores. É evidente a necessidade de renovação na Câmara Municipal. O crivo popular vai ditar quem merece ou não permanecer e também os novos que devam entrar. Neste contexto o “Quem fica em pé” na política local serão aqueles que forem aprovados pela expressão popular via direito democrático que voto. No sábado, dia 30, já saberemos quem sobreviverá à primeira etapa do “Quem fica em pé” na política municipal. É só aguardar. A segunda etapa é o registro das candidaturas. E a terceira e quem sabe a última etapa, em 07 de outubro, data das eleições municipais, pois é pela participação ativa da sociedade que se efetiva a soberania popular e se constrói o poder social que, direta ou indiretamente, limita, controla e orienta o poder público constituído, que deve responder aos anseios e necessidades de seu povo. Exerça sua cidadania!

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons” - Martin Luther King – (1929-1968).

* Alex Fernandes França é Diretor do Jornal Noroeste, formado em Administração de Empresas pela Faculdade de Ciências e Letras de Paranavaí, estudante de Teologia pelo Instituto Teológico do Paraná (ITEPAR) e Membro titular da ACEP – Associação dos Cronistas do Estado do Paraná.

Fonte: Alex Fernandes França - alexnoroeste@hotmail.com

 
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