Quarta Feira, 24 de Outubro de 2018
::: O DIA “D” DOS DESTINOS DA CIDADE


05/10/2012
Domingo é o grande e tão esperado dia das Eleições Municipais. Exercer o direito à cidadania, mais do que um dever, deve configurar-se em um imenso privilégio. O eleitor tem a condição de avaliar o comportamento e a capacidade de cada candidato e escolher seu novo prefeito e o vereador, compondo a Câmara Municipal com mais 08 eleitos, totalizando 09 edis. Será o dia “D”. Na história o dia 6 de junho de 1944 é uma das datas mais importantes da Segunda Guerra Mundial. Naquela ocasião, uma vanguarda de 175 mil soldados anglo-saxãos (americanos, ingleses e canadenses) desembarcaram corajosamente nas praias da Normandia para libertar a França da ocupação nazista. Vamos viver no domingo, claro que em proporções bem menores, o nosso também dia “D” ou dia decisivo, onde os 21.168 eleitores aptos a votar sairão de casa para a tão aguardada escolha que interferirá definitivamente nos próximos 04 anos.Gostaria de expressar o sentimento creio que de grande parte da nossa comunidade. O candidato que vier a ser eleito, embora terá alcançado a totalidade dos votos válidos por uma parcela do eleitorado, deverá governar para todos. Todos os cidadãos, principalmente aqueles das camadas sociais mais humildes, independentemente de quem vierem a escolher, seja seu candidato eleito ou não, precisa contar com a atenção do poder público. Os nove vereadores que irão compor a Câmara Municipal, muito mais do que para as correntes partidárias, deverão legislar para o povo. Se o prefeito for de oposição à maioria dos vereadores eleitos, o que deve sobrepujar é o interesse público. Seremos vigilantes na observância da ordem e da democracia. É comum na política nacional que assuntos ou projetos, principalmente os de autoria do executivo, quando não coadunam para os interesses políticos de determinada ala, serem vetados por pura vaidade ou mesquinhez. A população muitas vezes é legada a um segundo plano. A inobservância da existência do munícipe deve-se em parte da negociação total prévia do voto, o que acaba fazendo deste um mero fantoche neste triste cenário. Costumo dizer que quem vende o voto, vende o filho pras drogas, vende o serviço público, transformando-o em ineficiente, vende a mulher para outro homem, vende a dignidade, o respeito e o direito de cobrar. Quem vende o voto, vende a honra, vende os valores, vende a família, vende o respeito. Esse tipo de eleitor prostitui a política, adultera o pleito e negocia a vida. No momento oportuno em que Ministério Público do Paraná lança a Campanha Paraná sem Corrupção, muito atrelam a palavra “corrupção” à política, como se estas fossem sinônimas, quando não as são.
Basta estar numa fila ou numa ante-sala de atendimento médico que quando se toca no assunto corrupção as pessoas começam a se alvoroçar. Tudo é culpa do governo, da polícia, do médico que não quer atender , do professor que faz corpo mole. Mas, na verdade a grande maioria não faz o mea culpa e atenta para o seu erro. Infelizmente o povo tem a cultura da corrupção entranhada nas veias. O primeiro a saquear os cofres públicos é o próprio povo. O pequeno comerciante que não retira nota fiscal. O trabalhador que troca seus vales alimentação e transporte por dinheiro. O motorista que paga propina para o guarda relevar suas dívidas. Quem percebe que recebeu o troco a mais e não devolve. Algumas dessas práticas nem são constituídas como delito, mas são condutas que geram a cultura do “jeitinho”, do mais “esperto que leva a melhor”, que na verdade são as afirmativas ilusórias, pois só ajudam a girar a roda para o mesmo lado de sempre. O político que recebe de uma determinada empresa benefícios monetários para ajeitar uma ou outra situação não nasceu político. Veio do povo, de onde o poder emana. Com certeza já foi um cidadão comum que não devolveu o troco, que comprou e não pagou, dentre outras situações. O ser humano nasce com a tendência do erro, mas o meio e as condições em que vive é que os transforma de fato. Os políticos são o retrato fiel da nossa comunidade. Uma determinada parcela de gente do bem em detrimento a uma grande fatia que maquina e trabalha para o mal. Amigo (e) leitor. Faça uma reflexão séria e aprofundada sobre o candidato que você pensa em votar. Analise sua capacidade administrativa, suas propostas e se ele vai se comprometer de fato com a comunidade. Não há espaço para amadores no jeito de trabalhar e nem para os políticos profissionais, que fazem da política seu meio de vida. Há lugar sim, para o munícipe que vai precisar dos serviços públicos e os encontrará em perfeita harmonia. Não precisamos de políticos que carregam suas muletas para lá e para cá, como se isso fosse justificá-lo perante a população. Também não precisamos de eleitores que se deixam corromper. Estes, como já disse, prostituem o pleito, vende seus sonhos, seus valores, seus projetos. Vote consciente e escolha os melhores!
Alex Fernandes França é Diretor do Jornal Noroeste, Formado em Administração de empresas, bacharelando em Teologia pelo Instituto Teológico do Paraná e membro da Associação dos Cronistas do Estado do Paraná.


“Caráter é a habilidade de manter uma resolução muito depois que a emoção com a qual foi tomada ter passado”.Brian Tracy – Autor motivacional

Fonte: Alex Fernandes França - alexnoroeste@hotmail.com

 
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