Segunda Feira, 12 de Novembro de 2018
::: O legado deixado pelos alemães...


18/07/2014
Muito se falou do legado que seria deixado pela Copa do Mundo no Brasil. Criou-se uma imensa expectativa em torno das obras da copa, não especificamente os Estádios, mas toda a infra-estrutura necessária para a boa realização dos jogos e suporte aos visitantes como Segurança, Transporte terrestre(mobilidade urbana), aeroportos dentre outras obras, muitas inacabadas ou substituídas. De 50 projetos, apenas 32 foram mantidos, o que quer dizer que um em cada dois foi abandonado. Sem contar que parte considerável das obras não foi entregue para o mundial. Levantamentos nas 12 cidades-sede mostram que 74 obras de mobilidade urbana foram entregues e 46 permanecem inacabadas. O número de obras é maior do que o da lista de projetos do ministério porque as prefeituras e governos estaduais, que são as fontes dessa informação, costumam fatiar projetos em várias obras. A falta dessas obras só não foram mais sentidas porque as cidades que teriam jogos decretaram feriado ou ponto facultativo, além do que as férias de julho foram antecipadas, diminuindo o fluxo de carros e pessoas pelas ruas, deixando quase que exclusivamente as vias públicas aos visitantes ou aos que foram aos jogos. No balanço geral, do ponto de vista da imagem do país lá fora, a Copa do Mundo de fato foi um sucesso. Resta saber quando ficarão prontas as obras que não foram concluídas ou que ainda estão na fase de projeto. Longe de ser uma catástrofe como muitos previam a torcida agora é que situações vivenciadas durante a Copa permaneçam. O País se esforçou em dar mais segurança aos visitantes. Muito bem, mas que assim seja para com o nosso povo continuamente. A mobilidade urbana, principalmente nas grandes cidades foi favorecida pela série de fatores já elencados, mas não podemos conviver com o caos que continuamente se apresenta. Confesso que sempre olhei com muita resistência o povo alemão. Tinha até certa razão em assim pensar, pois as imagens do holocausto da Alemanha Nazista ainda eram vivas em minha mente, já que sempre procurei estudar sobre o tema. Principalmente entre os anos de 1933 a 1945 o Reich Alemão, conduzido pelo diabólico Adolf Hitler espalhou horror ao mundo. Durante a Segunda Guerra Mundial, ocorrida entre 1939 a 1945 mais de 40 milhões de pessoas morreram, sendo que somente judeus foram em torno de 6 milhões, durante o período do Holocausto. Um estado totalitário fascista foi o que transformou a Alemanha nas mãos dos nazistas. Tamanha arrogância e prepotência que de Chanceler da Alemanha, com a morte do então presidente Hindenburg, Hitler transformou-se no único Fuhrer (líder) do País, por meio de um referendo nacional no ano de 1934. Seu ódio aos judeus, Testemunhas de Jeová, homossexuais, negros, foi o pano de fundo para a maior catástrofe da história da humanidade. O racismo e o anti-semitismo foram as características centrais desse regime perverso.
Confesso que quando assistia pela TV os jogos dos alemães, com aqueles nomes que lembravam os dos lideres nazistas (Bastian Schweinsteiger, Podolski, Krool, Lahm) , meu estomago chegava a “embrulhar”. Infundada minha posição, pois o tempo se passou, os nazistas foram julgados por um tribunal internacional (Julgamento de Nuremberg – 1945/1946) para julgá-los por crimes de guerra e contra a humanidade. Aprendi que nem todo alemão era nazista e aquele regime ficou para traz. Por onde passaram, os jogadores da seleção alemã esbanjaram simpatia e solidariedade. Doaram R$30 mil aos índios pataxós, construíram um amplo hotel e que depois doaram aos brasileiros, construíram um complexo com 14 casas, readequaram estradas, geraram mais de 250 empregos, todos para brasileiros da Bahia, além de outras benfeitorias, verdadeiros legados por eles deixados, Nem mesmo os 7x1 aplicados por eles na nossa seleção estremeceram essa relação com o povo brasileiro. O craque Podolski, um dos mais simpáticos, criou grande empatia com a população. A seleção alemã fez um uniforme semelhante ao time de maior torcida do país: Flamengo. Tudo pensado por uma geração disposta a mudar a imagem do País manchada pela 2ª Grande Guerra. Enquanto vários argentinos vieram para o Brasil para nos afrontar e depredar inúmeros patrimônios, os alemães investiram no País e deram mostras de solidariedade. Mesmo que tenham nos vencido dentro dos gramados, nos saudaram com simpatia e investiram em nosso País. De quebra, derrotaram nossos rivais argentinos. Como diz a canção, “para nossa alegria”.

Fonte: Alex Fernandes França

 
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